Ombudsman
O fazer jornalismo já é complicado por natureza. Se for no interior e em Itaúna, com sua série de jornais, alguns sérios outros não, o problema se eleva a potência máxima.
Muitas pessoas criticam os jornais de Itaúna devido aos erros gramaticais e ortográficos que permeiam as edições. Ora, esse problema não é exclusividade dos semanários daqui. A grande imprensa e os seus jornais contribuem muito mais para o assassinato da língua portuguesa do que os nossos periódicos.
Os erros de português são o menor problema enfrentado pelos jornais de Itaúna. Toda semana temos que matar um leão para levar ao leitor notícias de qualidade.
Enquanto você lê esta coluna, já estamos pensando e redigindo a próxima edição.
Nem sempre temos assuntos interessantes para levar ao leitor e é por isso que as pautas são pensadas com antecedência. No interior, ainda temos mais um problema: notícias só existem se há erros ou acertos.
Se o seu entrevistado tiver acertado, você e o seu jornal são os melhores da cidade. Se ele errou, você está o perseguindo, querendo ganhar alguma coisa e blá...blá....blá
A verdade é que às vezes pagamos um preço alto por levar notícias de qualidade para população.
Na última edição, publicamos a matéria sobre o aumento das passagens de ônibus.
Os rumores soaram fortes na porta do jornal e como manda o bom jornalismo buscamos entrevistar os envolvidos e mesmo com a empresa responsável pelo serviço de transporte negando os rumores decidimos publicar a matéria.
O fiel da balança foi o fato de que os últimos reajustes aconteceram da mesma forma. Primeiro a empresa negou e depois aumentou as passagens na surdina. Publicamos a matéria para que o usuário dos coletivos não se sinta desrespeitado como nos últimos anos. Nossa preocupação é com a sociedade e mesmo se os rumores não se confirmarem, os fatos existiram e a essência do jornalismo indica que lutar pela sociedade e levar sempre os fatos que surgem no cotidiano ao conhecimento de todos é primordial.