As piadas nossas do cotidiano... ou de como as coisas são baseadas em fatos reais
Eu ia escrever sobre o meu aniversário. Ou sobre como eu não gosto muito de aniversários. Aniversário é sempre um portal para o novo, um momento mágico onde os seus desejos, mesmo os mais secretos, deveriam ser realizados.
Mas a estrela que eu escolhi nunca cumpriu com o que eu pedi. Então não gosto muito de aniversários, fico meio nostálgico com eles. Para que essa crônica não se tornasse um arremedo de filosofias “juniorfonsequianas” sem nexo e que o leitor não fosse levado a uma melancolia sem igual, decidi escrever sobre as piadas cotidianas.
Essas cenas engraçadas que acontecem com a gente, e só com a gente, e que são hilárias. Quantas vezes você já tropeçou e olhou para trás para ver se tinha alguém olhando? Quantas vezes você já entrou no elevador, fez algo que não poderia e logo entrou alguém?
Nós temos o ridículo eterno, mesmo que alguns insistam em disfarçar. E é sobre este ridículo eterno a história dos meus sapatos escritos de hoje.
Quando eu era bem pequeno, minha mãe mandou eu ir comprar bananas na casa da minha vizinha. Quando cheguei lá disse:
- Dona Nina, minha mãe mandou comprar meia dúzia de bananas.
- Maçã? – perguntou ela se referindo a espécie da banana.
- Não! Banana mesmo. – respondi eu na inocência de criança.
Não preciso dizer que a situação virou a piada da família né?! Minha irmã Patrícia adora esta.
E por falar nela, a minha irmã é a rainha das piadas cotidianas. Certa vez, quando ela ainda trabalhava na Santanense, ela estava com uma lista telefônica nas mãos. Uma colega de trabalho perguntou apontando para o catálogo:
- Patrícia, tem Formiga aí? - se referindo à cidade de Formiga e seus números telefônicos.
Minha irmã abanou a lista, deu umas pancadinhas e disse:
- Não. Aqui não.
Desnecessário dizer que ela achou que a moça se referia ao inseto que poderia estar infestando a lista né?!.
Em outra vez, bonita como ela sempre foi e é, estava passando pela rua, quando um @##!@@#!#!$#$# fez a gracinha de cantá-la:
- Um delícia! – disse o retardado.
A minha irmã pensou que ele havia dito “Oi Patrícia” parou e respondeu ao cara.
- Oi Tudo bem?
O rapaz ficou sem graça com a atitude dela, mas repetiu a gracinha. Minha irmã então mandou ele ir plantar batatas e saiu enfurecida.
A melhor piada cotidiana de todas eu ouvi esta semana. A Lúcia Costa, minha amiga da Cemig, alguém que eu respeito profundamente pela competência profissional, carisma e pela simplicidade e que é uma irmã que escolhi, foi viajar para Santa Catarina. Ela e o namorado saíram cedo e lá por volta das 10 horas resolveram parar em um posto, já em São Paulo.
Com muita fome a Lúcia pediu ao namorado que pedisse ao garçom um sanduíche de pão de queijo, que era mais forte do que sanduíche de pão francês e que sustentaria mais.
O Caju, namorado da Lúcia, fez conforme combinado e pediu os sanduíches, um de pão de queijo e outro de pão francês, que deveriam ser recheados de presunto e mussarela.
O atendente fez o sanduíche do Caju normalmente. Assim que a Lúcia olhou para o garçom não agüentou e começou a rir. O atendente estava com um pão francês aberto na mão e recheando o interior com pães de queijo. Ele simplesmente levou ao pé da letra o pedido de um sanduíche de pão de queijo e inventou uma nova qualidade de sanduíche.
Bom, acho que não preciso dizer mais nada sobre as coisas dos cotidianos que por mais esdrúxulas que possam parecer realmente acontecem de verdade.