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Uma história de vida marcada por muita obstinação e coragem. Assim pode ser resumida a vida de Alexandre Muzzi e Cláudia...... proprietários do bar Vinnil, atualmente um dos principais points da cidade.
Nascidos em Belo Horizonte, o jovem casal tinha muitos sonhos e um enorme desejo de vencer na vida. Moraram nos EUA, em Boston, no estado de Massachusetts e depois em Boca Raton no estado da Flórida. A temporada nos EUA rendeu várias histórias, duas filhas, mas a vontade de voltar para o Brasil sempre apertava os corações.
Por intermédio da mãe de Cláudia, Tânia Lúcia, que já morava em Itaúna, o casal retornou ao Brasil e depois de ficar à frente do restaurante do Tropical, idealizou o Vinnil Rock Bar.
Como surgiu a idéia de criar um bar voltado para o público jovem com bandas tocando rock?
O bar nasceu em uma das várias conversas entre amigos, o cantor Ratinho e o Joe, nomes de grande reconhecimento musical na cidade. Passados um ano que estávamos no restaurante do Tropical decidimos investir em um bar temático no qual poderíamos ter projetos próprios e resgatar o público que gosta de rock e da MPB. Assim nasceu o Vinnil na movimentada Jove Soares. O Vinnil tem projetos culturais e o objetivo de resgatar a música de qualidade associada ao lazer e à gastronomia.
A princípio, direcionado a um público jovem apreciador do Rock in Roll, o bar surpreendentemente atraiu pessoas de várias faixas etárias, tornando-se um ambiente freqüentado pelo jovem e por seus pais.
O Vinnil resgata uma velha tradição itaunense de bares com música ao vivo. O diferencial é que ao invés de apenas um cantor, o Vinnil tem investido em bandas. Até que ponto isso atrai o público e até que ponto isso o afasta?
Quando inauguramos o bar, começamos de forma tradicional, com música ao vivo e apenas um cantor, pois não acreditávamos que em um ambiente pequeno como o nosso, poderíamos mais que isto. Mas o estilo de música pedia mais e percebemos que com um pouquinho de boa vontade e investimento em um projeto de distribuição sonora poderíamos sim colocar mais de um cantor ao mesmo tempo no palco. Tínhamos medo de assustar os nossos clientes, pois, uma banda faria muito barulho e isso poderia não agradá-los. Fizemos algumas experiências e não deu outra: a repercussão dos shows foi ótima e os clientes perguntavam quando seria o próximo show.
Em Itaúna temos poucas opções de lazer e praticamente existem apenas bares para a diversão da população. Como sobreviver e se destacar neste cenário?
Acredito que focar na qualidade, criatividade, atendimento, bom preço e não acomodar com a situação de “clientela feita” são fatores determinantes para a sobrevivência de qualquer estabelecimento comercial.
Autoridades tem feito um cerco à venda de bebidas alcoólicas a menores. O que você acha da proibição?
A proibição de bebidas alcoólicas é uma lei e pronto. Temos que seguir e nós donos de bares precisamos sempre orientar nossos funcionários para que, em caso de dúvida da maioridade, peçam documentos de identificação. Não é ofensa pedir a apresentação da carteira de identidade. As pessoas têm que entender isso como um bem maior.
Normalmente a maioria dos bares tem vida curta. Qual a estratégia para manter a clientela do Vinnil e atrair mais público?
Acredito muito que a fidelização da clientela tenha um papel determinante na sobrevivência de um estabelecimento comercial. É claro que associado também a uma constância de qualidade, novidades e bom atendimento.
Quais os projetos que o Vinil apresenta hoje e quais os planos futuros?
Os projetos culturais da casa são elaborados pelo promotor musical Joe. Com muita competência, ele consegue manter uma diversidade musical eclética dentro da linha do rock, pop e MPB, agradando todas as idades e sempre buscando novidades para manter uma agenda musical diversificada. Recentemente, ele lançou o seu mais novo projeto, o “Cardápio musical” que foi sucesso de público no último domingo.
É possível montar uma programação que agrade a vários públicos e estilos diferentes? Como?
É possível sim. O Vinnil é freqüentado por pessoas de várias idades, porém é preciso lembrar que agradar a todos é muito difícil. Então, acredito que focar num estilo e seguir a mesma linha musical é imprescindível para o sucesso do estabelecimento. Fidelizando público específico e não tendo a pretensão de agradar a todos.