Segunda, 20 Novembro 2017

Vulnerabilidade no Novo Horizonte alerta para necessidade de atenção especial com o bairro

Publicado em Bairro a Bairro Segunda, 06 Novembro 2017 08:46
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O Novo Horizonte é conhecido como um dos bairros mais violentos da cidade. A região realmente concentra alto índice de criminalidade e contabiliza grande número de ocorrências, principalmente relacionadas ao tráfico e consumo de drogas, com consequências muitas vezes trágicas, como assassinatos, até mesmo em série. 

O problema com os tóxicos acaba refletindo na vida dos moradores, que, mesmo cumprindo as obrigações como cidadãos, acabam rotulados e têm que lidar com o preconceito no dia a dia. 

“Geralmente quando falamos que somos do Novo Horizonte, o pessoal já fica receoso. Sofremos com isso até para abrir crediário em uma loja, o tratamento muda assim que informamos o endereço. Claro que conseguimos comprovar que somos gente de bem, mas, antes disso, passamos por constrangimentos. Até policiais desrespeitam quem vive aqui. É injusto porque alguns cometem crimes e todos são humilhados”, desabafou um membro da comunidade, que pediu para não ser identificado. 

O morador ressaltou ainda a dificuldades que os pais encontram em manter os filhos longe das drogas e da criminalidade, devido à falta de opções de atividades no bairro para as crianças e adolescentes, fora dos horários de aulas. “Para os meninos pelo menos existe o Curumim. Mas, para as meninas não há nada, ficam sem o que fazer nas horas de folga, caso das minhas filhas. Aqui não tem escolinha de futsal, os campos de futebol permanecem fechados. É o lugar mais abandonado da cidade”, lamentou. 

O entrevistado comentou ainda a própria comunidade cuida do bairro. “O Novo Horizonte não tem apoio para nada. Os políticos só aparecem em época de eleições. Prometem melhorias durante a campanha e depois esquecem, não voltam mais, só querem votos. Se for para falar dos problemas que enfrentamos, precisamos tirar pelo menos dois dias para conversar”, relatou. 

Segurança e educação

 

As crianças e adolescentes do Novo Horizonte frequentam creches e escolas no São Geraldo e no Morada Nova. Uma das rotas de acesso é pela rua Aurélio Campos. A via, que é de terra no trecho que liga os bairros, além de não possuir calçadas, não tem nada no entorno, deixando quem passa pelo local exposto, em situação de vulnerabilidade. Alguns acabam cortando caminho entre os lotes na região e ficam suscetíveis aos mesmos riscos.

“Os estudantes entram em atalhos no meio do mato, o que é muito perigoso. Já roubaram telefone e dinheiro. Outro dia furtaram o celular de uma menina nesse trajeto. É um caminho perigoso. A administração passada instalou postes e deixou dois anos desligados. Quando faltavam cinco dias para a eleição, ano passado, uma equipe veio e ligou. Não basta para nós”, comentou outro morador, que também pediu para não ter o nome exposto.  

A população do Novo Horizonte reivindica a construção de uma creche no bairro, que tem muitas mães, grande parte delas muito jovens. “Acredito que a prioridade do bairro hoje seja uma unidade educacional para atendimento a essas famílias. Temos meninas na faixa etária entre 15 e 16 anos com filhos no colo. E que precisam trabalhar para sustentá-los”, cobrou o entrevistado.

 

 

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