Sábado, 23 Junho 2018

Circulação de andarilhos no entorno na Rodoviária diminui

Publicado em Bairro a Bairro Segunda, 28 Maio 2018 15:45
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Município desenvolve ações para encaminhar pessoas em situação de rua às entidades assistenciais da cidade

 

Nos últimos anos, a grande circulação e permanência de andarilhos no entorno do Terminal Rodoviário intimidou usuários do transporte coletivo intermunicipal e municipal. Alguns relatos são de que as pessoas em situação de rua abordavam os transeuntes para pedir esmolas. E, quem negava dinheiro, chegava a ser agredido. Comerciantes também reclamavam de que os mendigos nas portas dos estabelecimentos afastavam os clientes.

 

Além do incômodo aos usuários dos serviços no local, havia o risco à saúde dos próprios andarilhos, por dormirem ao relento, até debaixo da ponte. Com a proposta de melhorar as condições dessa parcela da população, a Prefeitura montou uma força-tarefa socioassistencial, reunindo órgãos públicos e membros da sociedade civil organizada, para apresentar aos andarilhos os serviços disponíveis na cidade, como o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – Caps AD -, Centro de Atenção Psicossocial – Caps -, Centro de Referência de Assistência Social – Cras, Albergue Fraterno Bezerra de Menezes, comunidades terapêuticas, entre outros.

 

Em 2015, o Cras realizou um levantamento sobre as pessoas em situação de rua em Itaúna e identificou que boa parte possuía moradia, mas preferia ficar nas vias públicas por causa de desentendimentos com os familiares. Outro fator, que de acordo com o diagnóstico, contribui para a permanência dos andarilhos em pontos estratégicos é a esmola, usada por muitos para a compra de entorpecentes e bebidas alcoólicas.

 

Na última visita à região da Rodoviária, a equipe do S’PASSO BAIRRO A BAIRRO se deparou com pelo menos 15 mendigos no entorno, na parte da tarde. Alguns aparentavam fazer uso de drogas no estacionamento, outros pediam dinheiro aos que passavam. Havia gente também em frente às lojas e lanchonetes ou em barracas montadas às margens do rio São João.

 

Nesta semana, nenhuma pessoa em situação de rua foi vista transitando pelo entorno do terminal no mesmo período e nem foram encontrados vestígios de acampamentos na região. No entanto, à noite pelo menos três dormem na calçada em frente a um restaurante, já no final do bairro Santiago.

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