Quarta, 15 Agosto 2018

Revitalização do Museu é aprovada pelo Codempace e será licitada depois de outubro

Publicado em Bairro a Bairro Segunda, 06 Agosto 2018 11:20
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Perspectiva é de que obras saiam do papel apenas em 2019, devido ao prazo para conclusão do certame

O Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural, Artístico e Ecológico de Itaúna – Codempace – aprovou, na última semana, o projeto da Prefeitura para a revitalização do Museu Francisco Manoel Franco. Com isso, está concluída mais uma etapa para a execução das obras, que dependiam do aval dos conselheiros. As adequações foram apresentadas também ao prefeito Neider Moreira.

Os recursos necessários para as intervenções já estão em caixa e agora, uma equipe da Secretaria de Regulação Urbana faz os últimos ajustes, para apresentação da proposta à comunidade. No entanto, a população terá que aguardar mais um tempo pelas melhorias. Devido ao período eleitoral, o processo licitatório para a contratação da empresa que ficará responsável pelo trabalho só poderá ser feito em outubro. Esse tipo de certame costuma durar em média de 40 a 60 dias. Portanto, a perspectiva agora é de que os serviços tenham início apenas em 2019.

 Alterações

De acordo com o secretário de Regulação Urbana, Paulo de Tarso Nogueira, foram feitas pequenas alterações no projeto. O banheiro, que inicialmente havia sido mudado de lugar, voltou para o local de origem, o que, de acordo com ele, gerará economia, uma vez que seria necessária nova infraestrutura hidráulica. Além disso, os sanitários receberão intervenções para garantia de acessibilidade, será colocado um tanque de serviço para facilitar a limpeza, instalada uma sala administrativa e dois espaços para exposições e outros eventos culturais.

Antes de o Museu Municipal Francisco Manoel Franco ser fechado, em 09 de maio de 2014, o Ministério Público de Minas Gerais – MPMG – havia ajuizado uma ação contra o Município, cobrando a preservação do patrimônio histórico e cultural. Inicialmente, Osmando Pereira da Silva, prefeito à época, foi acionado pela Justiça a adotar as devidas providências para reparos e conservação do imóvel. No mesmo ano, a administração anunciou a reforma do espaço, que não saiu do papel. A Prefeitura chegou a apresentar, já em 2015, o projeto arquitetônico, desenvolvido pela MGTM Patrimônio Cultural e Turístico. A reportagem do JORNAL S’PASSO teve acesso a documento que diz que, antes da execução das obras, é preciso desenvolver planta estrutural, de instalações elétricas e hidrossanitárias, drenagem de águas pluviais, prevenção e combate a incêndio, plano museológico e restauração de elementos artísticos integrados.

A MGTM ainda recomendou o planejamento urbano e paisagístico para a Praça João Pessoa e entorno, para promover a integração do logradouro com o prédio. Em 1º de fevereiro de 2017, já na atual gestão, representantes do Departamento de Cultura e da Secretaria de Infraestrutura, junto de três vereadores, se reuniram com moradores da região para discutir soluções para os problemas apontados.

O Executivo elaborou um novo projeto, que, encaminhado para a Secretaria Municipal de Regulação Urbana e só agora teve um desfecho. A edificação faz parte, desde 2011, da lista de bens protegidos apresentados para pontuação no ICMS Cultural, programa por meio do qual são distribuídos os recursos oriundos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, destinados às ações na área.

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