Quarta, 15 Agosto 2018

Novo asfalto melhora fluidez do trânsito na Praça da Matriz

Publicado em Bairro a Bairro Segunda, 06 Agosto 2018 11:39
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 Apesar dos avanços em relação ao tráfego de veículos, região segue com calçadas precárias e sem acessibilidade

Nas últimas edições do S’PASSO BAIRRO A BAIRRO que englobaram a região central, duas das principais reclamações da população foram referentes ao estado das ruas, esburacadas e desniveladas, e à falta de organização do fluxo de veículos. O problema de buracos e rachaduras no asfalto é recorrente em toda a cidade, entretanto, no Centro, a situação parecia estar pior, causando transtornos até para os pedestres, uma vez que havia fendas, inclusive, nas faixas destinadas à travessia deles.

O Executivo iniciou, em julho, obras com o objetivo de garantir nova pavimentação para os principais corredores de trânsito. A operação foi viabilizada pela adesão do Município ao programa BDMG Urbaniza, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, permitindo à Prefeitura obter o financiamento da maior parcela do investimento: R$ 3 milhões, que serão pagos ao longo dos próximos anos. O restante, cerca de R$ 700 mil, saiu dos cofres públicos como contrapartida.

Até o momento, foram recapeadas as ruas Melo Viana, Dr. José Gonçalves e o entorno da Praça da Matriz. Além desses locais, que realmente estavam em péssimas condições, demandam atenção também a parte de baixo da rua Dr. José Gonçalves, cruzamento com a avenida Dona Cota, que é o acesso principal ao Terminal Rodoviário, a Marechal Deodoro e o trecho da Padre Antônio que cruza com a Antônio de Matos.

 Cadeirantes

 Ao longo dos anos, Itaúna se desenvolveu sem uma estrutura que pudesse ser repensada para atender cadeirantes e outros portadores de mobilidade reduzida. Mesmo hoje, apesar das normas estabelecidas no Código de Posturas do Município, é possível observar novas construções com área destinada à calçada menor que o previsto na legislação. Em várias ruas do Centro, e em outras regiões, nem os pedestres comuns conseguem seguir caminho pelos passeios, que não permitem a passagem de mais de uma pessoa de uma vez. Além disso, alguns ainda são fechados por postes de iluminação, em determinados trechos. A situação gera riscos de acidentes. A falta de rampas na Praça da Matriz, onde há grande movimento por causa do comércio e dos serviços prestados Prefeitura é outro problema.

Basta ficar alguns minutos no ponto de ônibus próximo à Caixa Econômica Federal para ter noção da necessidade da reforma das calçadas. Por causa dos buracos e rachaduras, é comum ver transeuntes de todas as idades tropeçar e até cair. Em uma ocasião, em que a reportagem estava presente, em apenas dez minutos quatro pessoas passaram por isso.

Um dos projetos anunciados pela Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL -, recentemente, tem como foco a revitalização da área central, incluindo o alargamento e padronização dos passeios, proporcionando comodidade à população. A medida beneficiará também os empresários, já que haverá melhores condições para o acesso dos clientes às lojas.

Aumento da receita

Como já foi publicado pelo JORNAL S’PASSO, a municipalização do trânsito começou a sair do papel, com aprovação do projeto da Prefeitura em âmbito estadual. Além de 95% da arrecadação referente às multas permanecerem na cidade, ao ficar encarregado do planejamento, operações e fiscalização do tráfego de veículos, o Executivo poderá adequar antigos gargalos. Para concretização da medida, falta agora a inclusão de Itaúna no sistema nacional.

Hoje, apenas 45% da receita obtidas com as sanções aos motoristas infratores são do Município, enquanto 50% vão para o Estado e 5% para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb. A partir do momento em que a Prefeitura assumir toda a gestão, a cidade passa a ter direito também à parte que hoje segue para os cofres estaduais.

 A disposição do trânsito na área central, principalmente em relação à falta de vagas para estacionamento, também é uma reclamação frequente no S’PASSO BAIRRO A BAIRRO. De acordo com o gerente de Mobilidade Urbana, Audrey Juliano Ferreira Leite, entre as vantagens da municipalização está a estruturação, em conformidade com a realidade local, além de melhorias na qualidade de vida da população e adequações do espaço de convivência.

Um dos fatores que contribui para a falta de lugares para estacionar no Centro é a monopolização. Alguns condutores que chegam a deixar os veículos 12 horas em um ponto, o que atrapalha os demais e acaba prejudicando também o comércio. O governo pretende retomar o estacionamento rotativo, em fase de licitação e com perspectiva de funcionamento até novembro.

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