Cultura abre chamada pública para registro do ofício das quitandeiras

A Gerência Municipal de Cultura iniciou os procedimentos para registro do ofício das quitandeiras de Itaúna. A medida atende à chamada pública da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – em Minas Gerais, que visa identificar as pessoas que se dedicam à função, considerada como um bem imaterial.

Além de valorizar a atividade, a perspectiva é de que o levantamento contribua com a pontuação da cidade no ICMS Cultural, que norteia a divisão da parte dos recursos arrecadados com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, destinada às ações de preservação da memória das cidades. O formulário para a coleta dos dados já está disponível na internet. Mais informações pelo telefone 3243-6395.

Tradição mineira

As mulheres quitandeiras produzem artesanalmente e comercializam iguarias da culinária regional. Elas são consideradas uma referência cultural mineira e detentoras de saberes tradicionais, além de atuarem como mobilizadoras de práticas sociais ligadas à memória e identidade do estado. As quitandas, por sua vez, caracterizam-se pela pastelaria de produção caseira, a exemplo de bolos, broas, roscas, sequilhos, doces em geral. As receitas, inerentes ao ambiente familiar, são transmitidas de geração a geração, de forma oral.

O termo “kitanda” significa tabuleiro e teve origem no quimbundo, língua falada no noroeste de Angola, na África, onde também denominava as feiras e mercados. No Brasil, deu nome aos pequenos estabelecimentos comerciais onde os produtos ficam expostos para venda. Argumenta-se que, em Minas Gerais, a palavra quitanda teria adquirido o sentido atual, designando “tudo aquilo que é servido com café”.

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