Dançarino itaunense é segundo colocado em concurso de hip-hop realizado em Manaus

O dançarino itaunense Ricardo Augusto, mais conhecido como BBoy Banana, é um dos talentos da cidade no cenário cultural. Ele começou a praticar hip-hop, aos 16 anos, por influência de outro dançarino. BBoy Banana se descobriu nesse novo mundo, passou a frequentar as aulas oferecidas no Programa “Escola Aberta”, à época, e foi aprimorando os passos de dança e a técnica.

Com o passar do tempo, Ricardo ingressou nos concursos da modalidade, por meio dos quais ganhou visibilidade no estado, posteriormente em nível nacional e hoje, com as últimas conquistas, até internacional. Em eventos realizados nos grandes centros, foi apelidado de “Gângster da Roça”, pela performance e por ser de um município do interior de Minas, onde os outros competidores, das metrópoles, acreditavam não existir adeptos do gênero.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, já que as despesas com as participações em festivais são todas bancadas por ele, sem nenhum apoio, e do preconceito, Ricardo comemora a trajetória até aqui. No mês passado, ele foi vice-campeão do Break The Floor América Latina, em Manaus. Além dos dançarinos brasileiros, o concurso contou com mais cinco concorrentes, do exterior.

O itaunense recebeu convite para um torneio internacional, por causa dos vídeos na internet. E, com a classificação no Amazonas, BBoy Banana foi convidado também para participar da “Batalha Final”, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e que contará com mais 15 competidores.

“Eu só fui me dar conta do que havia conquistado depois. Eu fiquei em segundo lugar em um evento internacional e fui julgado por dançarinos me inspiraram no mundo do hip-hop. Eu estive ao lado de feras de outros países. Eu me sinto um vitorioso”, comentou.

Em setembro, Ricardo completa 11 anos de carreira. Ele disse que a falta de investimentos e patrocínio são um obstáculo na hora de levar o nome da cidade para fora, mas ainda sim, faz questão de representar o município. “Eu amo Itaúna e queria que Itaúna amasse a gente também”, afirmou.

Falta de incentivo

O movimento de hip-hop na cidade visa oferecer a crianças, jovens e adultos a possibilidade e trilhar caminhos diferentes, evitando o contato com o mundo das drogas. Por isso, os participantes buscam apoio para ampliar o projeto. Segundo Ricardo Augusto, desde 1991, são realizados treinos na área externa do Ginásio Poliesportivo Alexandre Corradi Machado, na Praça de Esportes JK. “A gente fica exposto ao frio, quando passa carro respinga água. Chegamos a praticar na parte interna, mas fomos retirados. Estamos tentando conseguir um espaço, com melhores condições”, relatou.

Ainda segundo Ricardo, os adeptos do hip-hop estão em busca de apoio à causa. “Itaúna é um dos poucos municípios onde os dançarinos não contam com nenhum tipo de incentivo. Em outras cidades a Prefeitura ajuda, concede espaço para treinamento com tatame, enfim, um lugar adequado. Eu não conto com nenhum tipo de suporte, mesmo assim, faço questão de representar Itaúna nas competições com maior prazer. O hip-hop mudou minha vida. Por causa do hip-hop voltei a estudar, comecei um curso de inglês”, comentou.

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