Família faz campanha em busca de recursos para compra de respirador portátil

Portador de paralisia cerebral, Pedro Augusto teve falência do pulmão e ficou dependente do aparelho no início de 2018

A paralisia cerebral é uma síndrome classificada por rara lesão no cérebro, que causa danos ao sistema nervoso central. As implicações variam de graus mais leves, gerando perturbações sutis, quase imperceptíveis, até problemas mais graves, com incapacidade para andar e falar. Muitos portadores ficam dependentes até para atividades simples do cotidiano.

Quase sempre, a paralisia cerebral é decorrente da falta de oxigenação, durante a gravidez, no momento do parto ou no período do desenvolvimento neuromotor. No Brasil, conforme os dados do Departamento de Neurologia Infantil da Universidade de São Paulo, a incidência é de sete para cada mil nascidos vivos. Outros estudos citam a estimativa de 30 a 40 mil casos por ano no país. Os especialistas ressaltam ainda que não se trata de uma doença, mas sim de condições especiais.

A criança acometida precisa de acompanhamento terapêutico desde o nascimento, com ajuda para o desenvolvimento das capacidades, adaptação e integração à sociedade. Pedro Augusto Araújo Albino, de 13 anos, nasceu com a síndrome e foi diagnosticado com oito meses. Como forma de estimulá-lo, a mãe, Rosemary da Silva Araújos, costumava levá-lo para passear. No entanto, hoje isso não é mais possível, a menos que consiga arrecadar recursos para a compra de um equipamento essencial ao garoto.

Em abril passado, por causa de uma pneumonia, o adolescente teve falência de pulmão e necessitou de uma traqueotomia. Depois de algumas complicações, ele passou a respirar com a ajuda de aparelho, o que dificulta o deslocamento dentro e fora de casa. Para melhorar a qualidade de vida, Pedro precisa de um respirador portátil, que custa em torno de R$ 35 mil. Para adquiri-lo, a família conta com a ajuda da comunidade.

“Como o aparelho [que ele utiliza hoje] não tem bateria própria, é ligado no nobreak, que é muito pesado. Para ir à sala, ele precisa estar na cadeira de rodas. O [aparelho] que tem a bateria própria tem uma bolsa que a gente pode colocar na cadeira de rodas”, explica Rosemary.

Quem puder contribuir, pode depositar a doação na conta poupança em nome de Pedro Augusto Araújo Albino: 48703- 8, Agência 0124, Operação 013.

“Eu moro com a minha irmã, ela me acolheu. Hoje eu recebo apenas o benefício do Pedro, o BPC [Benefício de Prestação Continuada que garante um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida pelos parentes]. Eu e o pai dele somos separados. Ele dá toda assistência necessária, mas para comprar um aparelho desse, hoje, para a gente é inviável, por causa do valor. Conto com quem puder colaborar para que o Pedro tenha um pouquinho mais de qualidade de vida. É isso que eu procuro sempre, desde que ele nasceu, desde que eu descobri a deficiência dele”, conta.

“Conto com quem puder ajudar o Pedro a ter um pouquinho mais de qualidade de vida. É isso que eu procuro para o Pedro sempre, desde que ele nasceu, desde que eu descobri a deficiência dele”.

 Encontro Beneficente entre Amigos

A campanha em prol de Pedro Augusto tem ganhado força nas redes sociais. Para ajudar a arrecadar o valor necessário à compra do respirador portátil, os apoiadores estão divulgando e convidando a comunidade para o 2º Encontro Beneficente entre Amigos Pedro Augusto. O evento será realizado no dia 17 de novembro, no sítio do Lucimar, em frente à igreja da comunidade da Cachoeirinha. Na programação, barraquinhas, a partir das 19h, além de música ao vivo Marcos Júnior, que subirá ao palco às 21h.

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