Gustavo Mitre garante cadeira na Assembleia e Itaúna volta a ter representatividade no Estado

Marcinho Hakuna conquista mais de 20 mil eleitores na primeira campanha para deputado federal, mas votação é insuficiente para presidente da Câmara Municipal ganhar a vaga em Brasília

Depois de alguns anos, Itaúna voltará a contar com representante na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG -, a partir da eleição de Gustavo Mitre, pelo Partido Social Cristão (PSC), no domingo, 07. O empresário, que sempre teve intensa atuação no meio político na cidade e região, conquistou 21.313 votos e garantiu uma das 77 vagas no Legislativo estadual.

Advogado com larga experiência na área de Direito Comercial, Gustavo Mitre foi diretor da unidade local do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon -, chefe de Gabinete da Secretaria Regional Municipal da Pampulha, em Belo Horizonte, e também dirigiu o Instituto de Terras do Governo do Estado de Minas Gerais – ITER/MG. Ele morou na França e nos Estados Unidos, o que também possibilitou o conhecimento de diferentes políticas públicas.

Em 2010 e 2014, concorreu à Câmara Federal, alcançando, no primeiro, 25.037 votos, e no segundo pleito, 47.101, e chegou bem perto de ocupar uma cadeira em Brasília, na segunda suplência. Faltando pouco mais de quatro meses para o encerramento dos mandatos dos políticos eleitos em 2014, o Tribunal Superior Eleitoral – TSE – confirmou a cassação do deputado federal Pastor Franklin Lima – PP. Essa decisão havia sido tomada em 2015, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais – TRE/ MG -, por abuso de poder econômico em evento religioso, sinalizando a possibilidade de Mitre assumir o cargo, como representante de Itaúna. Porém, isso dependia de a sentença ser acatada na instância seguinte. A tramitação demorada do processo inviabilizou.

Durante o período de campanha, Gustavo adiantou que pretende buscar manter acesso direto ao Executivo mineiro e ao Senado para viabilizar a construção de uma ponte entre o município e as esferas superiores de governo, no intuito de viabilizar mais benefícios e oportunidades para a população itaunense.

E destacou que além das funções internas da Assembleia Legislativa, um deputado estadual pode mandar recursos para o hospital, escolas, áreas de esportes, lazer, lutar pelas entidades de segurança pública, trabalhar junto com o Executivo municipal para trazer empresas para a cidade e atuar em sintonia com as entidades sociais e filantrópicas.

Demais candidatos

Nestas eleições, Itaúna teve cinco candidatos a deputado estadual e quatro a federal. Na disputa por uma cadeira na Câmara, somente alcançou uma votação considerável o atual presidente do Legislativo municipal, Márcio Gonçalves “Hakuna”. Concorrente pelo Partido Social Liberal – PSL -, que tem como principal liderança no país, o presidenciável Jair Bolsonaro, ele ganhou 20.626 votos, porém, número insuficiente para garantir a vaga em Brasília.

O humorista Iago Santiago, vereador e mais conhecido como “Pranchana Jack” também registrou candidatura a federal pelo Avante. No entanto, praticamente não fez campanha e obteve o apoio de apenas 287 pessoas, nas urnas. Marcílio de Assis (PHS) e o enfermeiro Gilberto Lima (PV), que também pleitearam o cargo, conquistaram a confiança de 1.491 e 7.597 eleitores, respectivamente.

Na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG -, o produtor de eventos Isac Vieira (PRTB) teve 1.872 votos; Alexandre Campos, do MDB, 3.045; e Carlos Jota, PSC, 158.

Biometria gera demora

Em várias seções de Itaúna, eleitores relataram demora na hora de votar, por causa da biometria. A tecnologia está em fase de testes e visa proporcionar mais segurança, evitando que alguém vote com o título de outro. No município, 13,23% do eleitorado realizou o cadastro, em que a identificação é realizada pela impressão digital e o votante não precisa assinar.

Com o equipamento em uso, a votação, que deveria ter média de um minuto por eleitor, chegou a demorar até dez, em alguns casos. Isso porque diversas pessoas tiveram que repetir o procedimento de leitura por até quatro vezes.

Extrema direita lidera na votação para governo e presidência

O candidato a governador Romeu Zema, do Novo, foi escolhido por 62,12% do eleitorado de Itaúna. Seguindo o resultado geral, Antonio Anastasia, do PSDB, ficou com o segundo lugar, 17%. O atual governador Fernando Pimentel, PT, obteve apenas 8,11% dos votos, enquanto Adalclever Lopes, MDB, 2,73%. Dirlene Marques, PSOL, conquistou 1,25%; João Batista Mares Guia, da Rede, 0,38%; Jordano Metalúrgico, PSTU, 0,15%; e Claudiney Dulim, pelo Avante, 0,10%. Alexandre Flach, do PCO, não computou na cidade. De acordo com os dados, 3.980 pessoas votaram em branco, para o governo do Estado. Foram registrados 8.796 nulos.

Dos presidenciáveis, Jair Bolsonaro, de extrema direita, lançado pelo PSL, foi a preferência de 65,78% dos itaunenses. Fernando Haddad, do PT, ficou com 10,89% dos votos do município e Ciro Gomes, PDT, 10,04%. João Amoêdo, a grande promessa do Novo, garantiu 5,49%; o tucano Geraldo Alckmin, 4,19%; Henrique Meirelles, MDB, 1,18%. Marina Silva, da Rede, ganhou 0,91%; Cabo Daciolo, Patri, 0,52%; Álvaro Dias, do Pode; 0,44%; Guilherme Boulos, PSOL, 0,44%; Vera, PSTU, 0,05%. Eymael, do DC, teve 0,04% e João Goulart Filho, que concorreu pelo PPL, 0,03%. Para presidente, 2.073 eleitores votaram em branco e 4.583 anularam.

 

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