LIRAa aponta médio risco de infestação pelo “Mosquito da Dengue” em Itaúna

 Saúde anuncia reforço das ações nos bairros com maior número de focos do Aedes aegypti

Depois de um período de relativa tranquilidade, Itaúna volta a ficar em alerta por causa do mosquito transmissor da Dengue, Zika vírus, Chikungunya e Febre Amarela, em área urbana. A Secretaria Municipal de Saúde divulgou, no início desta semana, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti – LIRAa. A pesquisa, em 1.785 imóveis, apontou médio risco de infestação do inseto na cidade (2,2%).

O maior número de focos foi encontrado nos bairros Leonane, Irmãos Auler, Vila Vilaça e Padre Eustáquio. Nessas localidades, de acordo com as informações da Prefeitura, as equipes de Agentes de Combate a Endemias – ACE – reforçaram as ações já na segunda-feira, 29, inclusive, com a aplicação do “fumacê”, via bomba costal, na quarta-feira, 31. Estão previstos trabalhos intensivos também no Nogueira Machado, Lourdes e Nogueirinha, a partir de segunda-feira, 05.

O LIRAa permite ao Setor de Vigilância em Saúde conhecer de maneira eficaz e segura os índices de infestações larvárias e dados referentes aos tipos de recipientes, viabilizando melhor planejamento das estratégias de controle. Com o resultado, o departamento apura as regiões que necessitam de maior atenção.

Com a maior parte dos locais de reprodução do Aedes aegypti dentro das casas e nos quintais, a Gerência de Vigilância em Saúde alerta: “Depósitos móveis, lixo, caixas d´água, plantas, vasos de plantas e especialmente em bromélias, vaso sanitário, ralinhos e pneus. A pesquisa mostrou, mais uma vez, que os principais criadouros ficam no interior das residências. É preciso que a população contribua, façam vistorias. Se cada um tirar dez minutos por dia para isso, conseguiremos reduzir cada vez mais a proliferação do Aedes aegypti”, alerta a gerente do departamento, Maria Izabel Dâmaso.

 Período chuvoso

O período chuvoso requer mais cuidados e atenção aos focos do mosquito, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus, Chikungunya e Febre Amarela, em área urbana. No geral, considerando todas as regiões, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aeypti – LIRAa – de 2018, em Itaúna, ficou em 2,2%, que sinaliza médio risco de infestação. O primeiro do ano deu 2,8%; o segundo, 2%; o terceiro, 0,9%.

Em 2016, no primeiro quadrimestre, a cidade ficou em alerta para uma situação de epidemia de Dengue. Na época, conforme o Sistema de Notificação de Agravos, ferramenta do Ministério da Saúde para monitoramento da enfermidade, entre janeiro e dezembro, houve 3.610 notificações. A grande quantidade de ocorrências também fez vítimas. Até dezembro daquele ano foram registradas no município sete mortes em decorrência da doença.

 

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.