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Quatro suspeitos de crime no hospital são considerados foragidos

Guerra pelo controle do tráfico fez seis vítimas em menos de um ano


O suspeito de ser o mandante do assassinato de dois irmãos no Hospoital Manoel Gonçalves no último sábado (9), foi preso em Nova Serrana, e identificado pela Polícia apenas como Rogério. Ele está detido em Bom Despacho e sua prisão é resultado de um mandato de prisão temporária conseguido pelo delegado Dirceu Ribeiro da Costa. Segundo o delegado o assassinato foi executado por uma gangue que domina o tráfico de drogas no Alto do Rosário.

O delegado afirmou ainda que a gangue é formada por cinco homens e que, dois deles entraram no hospital para cometer os homicídios, enquanto os outros três permaneceram no carro para ajudar na fuga dos criminosos.

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A Polícia Civil divulgou esta semana a imagem de dois, dos cinco homens procurados 
por participação no assassinato de dois irmãos dentro do Hospital de Itaúna, no último sábado, dia 09. “Serafim” e “Boi” (fotos abaixo) como foram identificados os suspeitos já estão sendo procurados pela Polícia e são considerados foragidos da Justiça. Desde o último domingo, que o delegado responsável pelo caso conseguiu um mandato de prisão temporária para a gague, que segundo o investigador dominava o tráfico no Alto do Rosário. 


Para a Polícia Civil não há dúvidas que foi o tráfico a motivação do crime. De acordo com o delegado, os irmãos mortos no hospital pertenciam a um grupo que comandava a compra e venda de drogas no bairro Morada Nova. Dentre eles, o irmão mais velho, Anderson Nunes de Oliveira foi apontado como o chefe de uma gangue, que em menos de um ano exterminou, pelo menos, quatro membros de uma facção rival em Itaúna. Segundo o delegado Dirceu Ribeiro da Costa, a gangue que invadiu o hospital é a mesma que comanda o tráfico no Alto do Rosário e, evidências apontam que Rogério deu a ordem para o grupo depois que uma das vítimas assassinou um integrante de sua quadrilha.

Os assassinos foram identificados através das imagens geradas pelo circuito interno de segurança do Hospital que monitorou passo a passo a estratégia dos criminosos. “Eles pularam o muro do fundo do Hospital, entraram armados e renderam as enfermeiras. Enquanto um grupo foi em direção ao quarto onde estavam os irmãos, outro saiu com as enfermeiras e deu cobertura à ação pelo lado de fora’’ contou o delegado. Anderson Nunes Oliveira, conhecido como “Piriguete’’ foi morto com dois tiros na cabeça. Seu irmão, que o acompanhava no hospital, morreu no corredor enquanto tentava fugir. Ele foi atingido por dois tiros nas costas.

Anderson estava no Hospital depois que sofreu uma tentativa de homicídio na rua. Um dia antes de sua morte, membros da facção rival à sua, acertaram três tiros em Anderson,quebrando as duas pernas dele e ainda atiraram fogo em seu corpo. Ele chegou com vida ao pronto socorro e estava em observação enquanto foi executado.

A polícia Civíl precisou de reforço para apurar o caso. Delegados do Batalhão de Operações Especiais de Belo Horizonte e reforço da Polícia Civíl de Divinópolis integram a equipe. Ao todo 56 agentes, entre eles investigadores locais e o delegado Dirceu Ribeiro Costa, apuram o homicídio.

O rastro sangrento de Anderson

Em menos de um ano, Anderson Nunes da Silva deixou um rastro de ódio para inimigos. Autor de quatro crimes, entre eles os dois mais recentes na cidade, Anderson já estava ameaçado de morte por membors de facões rivais. Em dezembro de 2012, ele matou, com tiros a queima roupa, o jovem que a Polícia Civil apontou como chefe do tráfico no Alto do Rosário, Alex Nunes Pereira Júnior (foto abaixo). Na época do assassinato, Alex foi atingido por sete tiros, enquanto andava pela rua Gonçalves da Guia, no centro da cidade. Outra vítima ainda viva na memória popular foi a do jovem Eduardo Henrique, o Dudu, assassinado no bairro Morro do Sol, em janeiro desse ano.

Também foram vítimas de Anderson, Robson Júnior de Andrade, executado em 18 de fevereiro de 2012 e Darlan H. Santos Silva, morto em 18 de agosto do ano passado.


Eduardo Henrique, o Dudu, tinha envolvimento com o crime organizado em Itaúna e é suspeito de integrar a gangue liderada por Alex Nunes. A Polícia não descarta a possibilidade de ele ter sido morto depois de ameaçar seu algoz, Anderson.










Apontado como chefe do tráfico no Alto do Rosário, Alex Nunes foi morto em disputa de facções. Nas fotos, ambos aparecem fazendo menção ao crime organizado.

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