Domingo, 24 Setembro 2017

Diretor do Saae apresenta números da limpeza urbana

Publicado em Cidade Segunda, 04 Setembro 2017 10:42
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O diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae -, Samuel Nunes, esteve na Câmara para dar explicações sobre a atuação da autarquia e, principalmente, esclarecer os motivos que levaram à terceirização da coleta seletiva. O gestor apresentou os dados referentes à gestão dos resíduos, envolvendo equipamentos, servidores e empresas.  De acordo com ele, a medida foi adotada diante de um panorama instável.

“Optamos por terceirizar para resguardar a manutenção e qualidade dos serviços prestados à população. Fizemos um contrato de seis meses para cumprirmos com uma nova licitação e agregarmos datas de contratações, que não venciam na mesma época. Na questão de recursos humanos, o ato trouxe garantias referentes à legislação trabalhista e de emprego a pessoas que não tinham condições de atender aos requisitos de um processo seletivo. É uma questão social também”, argumentou. 

Em relação aos custos, o diretor afirmou que eles foram baseados em dados históricos. “Em 30 dias, no mês de julho, encontramos 1.165 toneladas de volume médio. Mantivemos um volume de 1.600 por uma questão orçamentária. A projeção é mais segura. No resumo de tudo, teríamos um aumento de R$ 50 mil”, explanou. Sobre os questionamentos a respeito da contratada, a Cooperativa de Transportes Urbano e Rural – Coopertur -, Samuel Nunes disse que a documentação apresentada pela empresa garantia que a ela poderia participar do processo e que o Saae abriu sindicância para apurar a situação.

 

Aterro Sanitário

O gestor do Saae tratou ainda a questão de uma possível terceirização do aterro sanitário. Ele confirmou a situação já denunciada pelo JORNAL S´PASSO, de que desde 2012 o local funciona sem licença e ressaltou que o Município está em risco de perdê-lo, caso a Justiça decida por isso.  “É uma obra de engenharia complexa. Os custos são elevados, com valor de referência de R$ 220 mil, para um panorama estável. É um custo alto, mas se no futuro tivermos problemas, como interdição, ou perda de vida útil, será muito difícil reverter”, comentou. 

Mesmo diante dos esclarecimentos, vereadores da ala de oposição ao governo continuam a falar na abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI – para averiguação dos contratos e despesas da limpeza urbana. Caso de Alexandre Campos, que afirmou: “É preciso pensar no bem comum e, por isso, as mudanças mais radicais têm que ser debatidas”. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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