Quarta, 15 Agosto 2018

Polícia Federal apreende documentos em escritório de informática na avenida Dona Cota

Publicado em Policial Segunda, 20 Julho 2015 10:23
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O empresário de Itaúna suspeito de envolvimento em esquema de desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb -, não havia sido localizado pela Polícia Federal até o fechamento desta edição, nesta sexta-feira, 17. Marcone Bahia, de 40 anos, nome confirmado pela reportagem junto à sede do órgão em Divinópolis, é um dos alvos da Operação Águia de Haia, deflagrada na segunda-feira, 13, para apurar fraudes em licitações com prejuízos de aproximadamente R$ 57 milhões para os cofres públicos. Ele mantinha escritório para a prestação de serviços em informática na avenida Dona Cota, ao lado da escola de idiomas Number One, e morava no mesmo prédio, no andar de cima, onde foram apreendidos documentos e computadores. O suspeito fechou a empresa há pouco tempo e também se mudou do apartamento, mas deixou para trás os materiais, que serão periciados, inclusive, segundo o delegado Benício Cabral, anotações que comprovam ligações de Marcone com ex-secretários municipais de Itaúna. 

A organização criminosa tem sede na Bahia, onde foi preso, no início da semana, Kells Belarmino Mendes, dono da Prescon, pivô de um dos maiores escândalos da época em que Eugênio Pinto esteve à frente da Prefeitura. As apurações apontaram que o grupo agia em 18 municípios do interior baiano, um em Minas e outro em São Paulo.  Em entrevista ao JORNAL S´PASSO, o delegado federal, que acompanha as investigações iniciadas na Bahia, dois agentes e um escrivão estiveram no endereço do empresário itaunense e precisaram acionar um chaveiro para conseguir acesso aos imóveis. “Não tinha ninguém no local e como tínhamos mandado de busca e apreensão podíamos fazer isso. Constatamos que ele saiu às pressas, nem vizinhos próximos sabiam que tinha se mudado. Suspeitamos que tenha sido informado da ação de alguma maneira, mas não conseguiu carregar tudo. Ele é procurado porque tem que prestar esclarecimentos. Desconfiamos que seja um dos principais braços da quadrilha, pelo visto era quem preparava toda a documentação fraudulenta entregue às prefeituras”, comentou Benício Cabral. Os envolvidos, entre os quais estão prefeitos e servidores públicos que atuavam diretamente nas concorrências, serão indiciados por crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.

 

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