Sábado, 21 Julho 2018

Assassino de Dênia Rodrigues é condenado a quase 20 anos de prisão

Publicado em Policial Segunda, 18 Junho 2018 14:06
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Foi realizado nesta sexta-feira, 15, o julgamento de Euler Andrade Rodrigues, preso desde 2016, sob a acusação de ser mandante e participante ativo no assassinato da esposa, Dênia Alves Silva Rodrigues, 48. Em uma sessão que durou mais de oito horas, Euler foi condenado a cumprir 19 anos e oito meses de prisão, em regime fechado.

Além da brutalidade envolvida na ação, o crime causou repercussão e revolta também pelo fato de a vítima ser bastante conhecida pelo trabalho desenvolvido como diretora em uma escola rural, da rede municipal de ensino. Após as investigações, a Polícia Civil apresentou o empresário Euler Rodrigues, como o principal suspeito de matar a mulher. Ele foi detido logo após o crime.

O crime

Dênia ficou desaparecida cerca de 20 horas e o corpo encontrado em uma picape, em uma estrada às margens da rodovia MG-050, no dia 29 de novembro de 2016. O próprio acusado deu queixa do sumiço da professora, relatando à Polícia Militar que chegou em casa e não a encontrou. Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, algumas gavetas foram reviradas e R$ 20 mil guardados em um cofre haviam sumido. As buscas pela pedagoga mobilizaram pessoas em toda a cidade e rapidamente se espalharam pelas redes sociais.

Na manhã seguinte ao suposto sequestro, o caseiro de uma fazenda encontrou o veículo com o cadáver dentro. De acordo com laudos preliminares da perícia, a mulher foi esganada ainda em casa e o corpo levado até a rodovia. Não havia marcas de sangue no local. A vítima apresentava ainda marca de tiro na têmpora, queimadura no braço esquerdo e em parte do cabelo. Na caminhonete estavam um edredom e jornais com forte odor de gasolina.

Logo no início das apurações, a Polícia Civil descartou a possibilidade de latrocínio. Os indícios apontavam Euler como o principal suspeito. Segundo informações repassadas pelo delegado Diego Lopes à imprensa, as imagens de câmeras de segurança próximas a residência do casal mostraram que no horário relatado, nenhum estranho entrou no imóvel, apenas o marido. O delegado também disse na época que o carro de Euler havia entrado na residência às 18h40 e saído às 18h58, e às 19h31 a Saveiro da esposa deixou o imóvel.

A Polícia Civil ainda descobriu que no dia do crime o suspeito visitou vários locais, supostamente para criar álibis. Os delegados Diego e Wesley Amaral de Castro chegaram à conclusão de que Euler arquitetou o crime com algumas semanas de antecedência, se preocupando em garantir formas de ser retirado da cena do crime. Conforme apurado, ele esteve em Belo Horizonte, no sábado anterior ao dia do homicídio, para comprar a arma usada no disparo do tiro na cabeça de Dênia. Também adquiriu uma espécie de mistura, que não é encontrada no mercado, de diesel e gasolina, com a intenção de carbonizar o corpo da esposa.

Na comparação dos depoimentos do acusado e de pessoas próximas, as contradições na fala do marido ficaram nítidas para os investigadores. Ele alegava ter ótimo relacionamento com a mulher, quando na verdade, estavam em processo de separação. Além disso, a rotina do dia do assassinato não foi compatível com a vida do casal.

Em todos os depoimentos, Euler negou o crime, demonstrando frieza perante os relatos sobre a morte da esposa. O empresário teve ainda a ajuda de outra pessoa, que, segundo as suspeitas, entrou na residência junto, após ele retornar do supermercado. Esse envolvido teria ficado no local para montar a cena que simulou o latrocínio, e posteriormente saído no carro de Dênia com o corpo.

Também foi analisado um vídeo em que Euler alega que só assinaria o divórcio da esposa, caso ela entregasse a casa onde morava. O imóvel era o único bem que havia ficado com a pedagoga.

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