Quarta, 15 Agosto 2018

Ex-gerente de resíduos da Prefeitura “tropeça” nos números ao abordar na Câmara gastos com coleta de lixo

Publicado em Política Segunda, 02 Outubro 2017 09:34
Avalie este item
(0 votos)

 

 

 

 

 

Ao aceitar o convite para explicar a gestão dos resíduos sólidos na Câmara, contrapondo o atual modelo de coleta ao antigo, que vigorou na época em que foi gerente do setor, Sérgio Fernandes da Cunha, apresentou dados frágeis. Ele também se esquivou das constatações do ex-diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae -, Marcos Vinício Ferreira (2013 – 2016) que colocou em xeque, no ano passado, a capacidade gerencial do ex-servidor da autarquia. 

Sérgio Cunha afirmou que o valor pago pela tonelada de lixo hoje é R$ 224 e fez prognóstico de que o custo total será de R$ 353 mil, caso sejam recolhidas 1,580t por mês. De acordo com o dirigente do Saae, Samuel Nunes, o preço correto é R$ 210,74 e com a média de 1,16t mensais, as despesas ficarão em torno de R$ 245 mil. O ex-gestor de resíduos não deu explicações convincentes a respeito do fato de o aterro sanitário ter permanecido sem licenciamento durante todo o mandato passado. 

 

Acusação de “aparente descompromisso”

 

O antigo servidor da Prefeitura foi acusado no ano passado de negligente com o terreno onde funcionava o aterro controlado, no Parque Jardim. A Gerência que era coordenada por ele não atendeu à cobrança do Ministério Público em relação à apresentação do Plano de Recuperação de Área Degradada – PRAD.  O documento é uma exigência para o pleno funcionamento do local e consta entre as obrigações do Município no Termo de Ajustamento de Conduta – TAC - assinado junto à Promotoria  há mais de dez anos. O caso foi parar na Justiça. 

A falha de Sérgio Cunha chegou a ser motivo de cobrança  no alto escalão da Prefeitura. A reportagem teve acesso a um comunicado destinado ao diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae -, Marcos Vinício Ferreira, sobre o agendamento de audiência na 1ª Vara Cível, em que é usada a expressão “aparente descompromisso”. Em outubro de 2014, a Prefeitura pediu prazo não superior a 15 dias para entregar a licença de operação e o comprovante do cumprimento das condicionantes ambientais previstas na autorização. Porém, segundo a Promotoria, em maio de 2015, sete meses após o compromisso assumido, a Prefeitura não apresentou o licenciamento, que na época já estava vencido.  Hoje, o processo está paralisado para que o Município elabore o projeto. 

 

 

 

 

 

 

Deixe um comentário

FACEBOOK

NOTÍCIAS

asdadasd