Segunda, 11 Dezembro 2017

Espaço Saúde para a comunidade / Artigo 10

Publicado em Saúde Segunda, 20 Novembro 2017 09:21
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Nesta oportunidade conversaremos sobre as condições ou fatores que podem favorecer o ataque cardíaco, ou infarto do miocárdio, quando ocorre obstrução total da artéria coronária e morte de parte do músculo do coração. Na edição anterior comentamos sobre a aterosclerose e o colesterol como o grande vilão desta doença, porém, existem outros fatores que agora abordaremos.

Podemos dividir os fatores de risco em modificáveis e não modificáveis. Entre os não modificáveis estão a hereditariedade ou fator familiar, raça e sexo. Já entre os modificáveis estão o fumo, por exemplo. 

Sabemos que o hábito de fumar, o tabagismo, piora todo o sistema circulatório e é muito simples de se entender o que ocorre. Quando a pessoa está fumando, o tamanho das artérias diminui, encolhe, ou seja, ocorre uma redução da irrigação de sangue para o coração e isto pode acontecer em todo o organismo. O álcool também tem inúmeras ações maléficas sobre o coração, chegando até a dilatar ou inchar o órgão, causar lesão do músculo do coração, provocar alterações dos batimentos, ou arritmia cardíaca, e elevar a pressão arterial.

O diabetes, elevação permanente dos níveis de glicemia ou açúcar no organismo, acelera o processo de aterosclerose e as placas de gordura, ateroma, se acumulam e infiltram dentro da luz das artérias, da cabeça aos pés, levando a várias lesões desde o derrame cerebral, cegueira e até amputação de partes do corpo.

A pressão alta, ou hipertensão arterial, provoca durante todo o tempo agressão a parte mais interna da artéria e, assim como o diabetes, gera lesões permanentes e intensas na circulação.

O estresse hoje é muito mais comum do que imaginamos, seja pela vida agitada, seja pelo mundo com seus desafios. Isso nos torna vulneráveis a ansiedade e agitação, além da depressão, podendo contribuir para liberação de catecolaminas e hormônios que também afetam as artérias e o coração.

A obesidade, o excesso de peso, traz consigo inúmeras consequências maléficas para o coração, desde aumento dos lipídios ou gorduras, elevação da pressão arterial e da glicose. O sedentarismo, a falta de atividade física regular, talvez seja um dos fatores de risco mais fáceis de serem modificáveis, uma vez que hoje qualquer atividade é importante e considerada válida, seja correr, caminhar, dançar, praticar esportes ou até mesmo os serviços domésticos. Entretanto, essa atividade deve ser praticada todos os dias, pelo menos por trinta minutos.

Concluindo, devemos evitar o fumo e o álcool, tratar a pressão alta, corrigir a obesidade, evitar o sedentarismo e  tratar o estresse. Penso que é importante resgatar hábitos saudáveis como investir na família, passear, ler bons livros, ver filmes interessantes e viajar. Às vezes vamos precisar de um bom terapeuta ou psicologo, ainda que seja por um tempo pequeno.

Precisamos acima de tudo da medicina preventiva, não esperar a doença chegar, mas a cada ano fazer os exames de rotina e uma boa consulta com um médico de sua confiança para evitar doenças como o ataque cardíaco e o derrame cerebral.

Na próxima edição iremos conversar sobre o coração inchado, dilatado ou enfraquecido, a insuficiência cardíaca, que tem muitas causas, e como podemos evitá-la e conviver com ela. Até lá! 

Caso tenha dúvidas, entre em contato conosco pelo whatsapp (37) 99842-9928 ou por e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Um forte abraço!

Dr. Élvio

 

 

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