Sábado, 21 Julho 2018

Hospital fecha contas de 2017 com superávit

Publicado em Saúde Segunda, 09 Abril 2018 15:07
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Foi aprovado nesta quinta-feira, 05, pelo Conselho Comunitário do Hospital Manoel Gonçalves de Sousa Moreira, o demonstrativo financeiro de 2017. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela administração da instituição, principalmente em meio à crise financeira, a Casa de Caridade conseguiu encerrar o ano passado com superávit. Essa situação não era registrada há cerca de uma década. 

A apresentação dos resultados foi feita em assembleia geral ordinária, que contou ainda com a participação do prefeito Neider Moreira e do promotor de Justiça Daniel Batista. A curadoria do Hospital mostrou quais os pontos que contribuíram para o balanço positivo e as ações desenvolvidas com o intuito de melhorar o atendimento à população e as condições de trabalho dos funcionários. 

De acordo com informações do Conselho Fiscal, a melhora foi acentuada, no comparativo com os mesmos números do exercício de 2016. A entidade fechou as contas do ano passado com superávit de R$ 266.980,04. Embora o patrimônio social tenha sido negativo, as receitas hospitalares aumentaram em 17,72%, enquanto as despesas operacionais tiveram acréscimo de 8,35%, ocasionando uma redução do resultado operacional de R$ 6.303.795,55 em 2016, para R$ 3.985.084,82 em 2017.

O Hospital Manoel Gonçalves conseguiu ainda reduzir o índice de desperdício de alimentos. A taxa de sobras, que era de 3,4% em 2016, caiu para 2,3%, em 2017, incluindo os pacientes e funcionários. No total, foram distribuídas 110.579 refeições em 2017, o equivalente a mais de 44 toneladas de comida. 

Também houve diminuição em relação às perdas da farmácia, registradas, por exemplo, quando um medicamento é aberto, mas o uso dele pelo paciente acaba não sendo mais necessário. O percentual foi de 0,14% em 2016 e de 0,10% em 2017.

“A Casa de Caridade melhorou em 35% as receitas financeiras patrimoniais, nas quais entram aluguéis recebidos da Prefeitura e da Unimed, além do Pronto Socorro. O que pesou significativamente, a ponto de reverter o resultado, foram as ações que o Hospital tem. Mas, isso não quer dizer dinheiro, é patrimônio. Liquidamente falando, a dívida era de R$ 800 mil no fim do ano, mas com a recuperação da Bolsa de Valores, o resultado contábil foi positivo”, explicou  o conselheiro Antônio Guerra. 

Durante a reunião, também foi debatido o colapso da saúde na região. Com os transtornos nos municípios vizinhos, muitos atendimentos têm sido encaminhados para  passados para Itaúna, aumentando significativamente a demanda. “Enquanto os hospitais do Centro-Oeste estão quebrados, ou sendo sustentados pelas prefeituras, Itaúna vive uma situação completamente diferente”, comentou o conselheiro Francisco Mourão.

A curadoria ressaltou ainda que a Casa de Caridade enfrenta problemas causados pela superlotação, com as internações do Sistema Único de Saúde – SUS, que têm ultrapassado 14% dos leitos reservados aos usuários da rede pública. 

“Nós não temos onde internar. Estamos com a taxa de ocupação altíssima, não existem vagas disponíveis. Não temos vaga no CTI [Centro de Tratamento e Terapia Intensiva] adulto. É preciso repensar urgentemente um novo CTI e novos leitos para a clínica médica”, alertou Guerra. 

Conforme o relatório apresentado, na pediatria o número é baixo, em decorrência do trabalho que é feito pelos pediatras. Outro fator que contribui é a promoção do curso de aleitamento materno para as gestantes, que reduz consideravelmente o índice de doenças e, consequentemente, a necessidade de retenção dos pacientes.  

 

Investimentos em melhorias

No ano passado, a Casa de Caridade criou consultórios para atendimento a pacientes particulares e de convênios, reformou a sala de espera, o telhado do bloco cirúrgico e lavanderia, o local de descanso dos funcionários do Centro de Tratamento Intensivo – CTI -, além das áreas de triagem e consultas do Pronto Socorro. Também foi restaurada a fachada do Hospital, adquiridos equipamentos e executadas melhorias nos setores de informática e na infraestrutura da rede de cabeamentos, na hotelaria e unidade de observação do Plantão 24 Horas. 

 

Projetos para 2018

 

A curadoria do Hospital Manoel Gonçalves apontou como investimentos necessários em 2018, a reforma e aumento das instalações do Pronto Socorro; ampliação de dez leitos e instalação de mais 32, incluindo a área de descanso para os médicos. Entre as propostas estão também a reestruturação do espaço ocupado pelo CTI; construção de local de convivência para os funcionários; revitalização da Central de Material e Esterilização – CME, do restante do telhado e pintura das demais áreas internas e externas; aquisição de um novo gerador de energia; implantação de energia fotovoltaica e de elevador, que, segundo Francisco Mourão, uma empresa se dispôs a doar. Os conselheiros reforçaram a necessidade do equipamento na rotina do Hospital, para proporcionar mais segurança e conforto aos pacientes e colaboradores, no acesso ao segundo pavimento.

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