Prefeitura já tem data definida para o pagamento do 13º Salário

Gratificação natalina chega às contas dos servidores no próximo dia 07; em Minas Gerais, 90% dos municípios não têm condições para cumprir o compromisso com o funcionalismo

O Executivo de Itaúna anunciou nesta semana que o pagamento do 13º Salário dos servidores públicos municipais será feito na sexta-feira, 07. De acordo com informações da Secretaria de Finanças, a gratificação natalina corresponde a R$ 3,1 milhões, já que parte do funcionalismo recebeu a metade do bônus no mês subsequente ao aniversário. Portanto, a Prefeitura quitará o benefício, integralmente, a 13 dias da data limite estabelecida por lei para a quitação da segunda parcela.

A administração divulgou também que pagará os vencimentos referentes a novembro em 11 de dezembro. O adiantamento mensal foi depositado nesta quinta-feira, 29. Conforme os cálculos apresentados, o cumprimento dos compromissos colocará em circulação, neste fim de ano, ao todo, somados o “vale”, a bonificação e os salários, R$ 9,1 milhões.

A Prefeitura aplicará recursos próprios para viabilizar os pagamentos, inclusive dos educadores, cujos salários são quitados, normalmente, com “verba carimbada”, por meio dos repasses constitucionais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb, que estão atrasados. “Foi um ano difícil e a crise severa vivenciada no país agravou-se em Minas Gerais, por causa da dívida do Estado, que, no caso de Itaúna, já chega a quase R$ 23 milhões. Apesar de todos os entraves, conseguimos, com muito empenho, muita dedicação, cumprir o nosso dever. Importante lembrar que os valores pagos contribuirão para o aquecimento das vendas no comércio local e, consequentemente, com a geração de emprego e renda em Itaúna”, comenta o prefeito Neider Moreira.

Outras cidades

Balanço da Associação Mineira de Municípios – AMM – aponta que 90% das prefeituras de Minas Gerais não conseguirão pagar o 13º Salário em dezembro. Os gestores de grande parte das cidades têm enfrentado dificuldades para quitar os compromissos com fornecedores, prestadores de serviços e vencimentos do funcionalismo. Alguns já decretaram calamidade financeira, inclusive, na região Centro-Oeste, como os de Divinópolis e Nova Serrana. Esses problemas são motivados, principalmente, pela dívida do Estado. Em relação a Itaúna, por exemplo, os débitos, gerados pela falta dos repasses constitucionais, ultrapassam R$ 22,5 milhões.

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