Segunda, 16 Julho 2018

As crises e urgências de Saúde Mental serão tema de um encontro para formação da rede intersetorial do Centro-Oeste. O seminário está marcado para os dias 04 e 05 de julho, das 08h às 17 horas, no Grande Teatro da Universidade de Itaúna. Os interessados em participar devem se inscrever previamente, já que as vagas são limitadas. A palestra terá à frente o psiquiatra Políbio José Campos, coordenador da residência de Psiquiatria do Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Mais informações pelo telefone 3242-4342 ou 9 9946-6044. 

O último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado nesta segunda- -feira, 18, acendeu o alerta em Itaúna para uma das doenças provocadas pelo Aedes aegypti. O Município registrou uma suspeita de contaminação pelo Zika vírus. A notificação, feita no fim de maio, é a única até o momento, o que coloca a cidade em situação de baixa incidência, com 1,09%, mediante a população estimada, de 91.453 habitantes.

Em relação à Chikungunya, não há registros de possíveis infecções. Quanto à Dengue, também transmitida pelo inseto, foram notificados dez casos prováveis entre janeiro e junho deste ano, o que significa que a endemia está relativamente controlada em Itaúna, que em 2016 chegou a figurar em terceiro lugar no ranking de mortes pelas complicações da doença em Minas Gerais. 

Entre os dias 07 a 11 de julho, a comunidade de São Bento celebra a festa em homenagem ao padroeiro do bairro. Em meio às celebrações em homenagem ao santo haverá várias barraquinhas, que terão a renda revertida para a continuidade de construção da igreja. Os fiéis buscam agora finalizar as salas de catequese.

A venda de comidas típicas durante o evento é a maior fonte de renda para prosseguimento da obra e os devotos pedem o apoio da população, com donativos, para que sejam realizadas. São necessários itens como óleo, feijão, açúcar, leite condensado, açúcar, leite, farinha de milho ou mandioca, além de molho de tomate.

As doações devem ser entregues na secretaria da Paróquia do Coração de Jesus, na avenida Governador Magalhães Pinto, 780, Santanense.

Itaúna é uma das oito cidades do Centro-Oeste mineiro contempladas com o “Projeto de Ampliação da Vigilância Entomológica para Monitoramento do Aedes aegypti”. A iniciativa visa a implantação de ovitrampas, equipamentos que constituem um método sensível, específico e barato para controlar a população do inseto, transmissor da Dengue, vírus Zika, Chikungunya e Febre Amarela, em área urbana. Para orientar as referências de endemias dos municípios envolvidos, a Regional de Saúde de Divinópolis realizou, nesta quarta-feira, 20, treinamento relacionado ao sistema.

De acordo com o responsável técnico, Robson Barbosa, as armadilhas simulam o ambiente perfeito para a procriação. Ele explicou que um vaso de planta preto é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito. Nesse recipiente, os profissionais do setor inserem uma palheta de madeira, que facilita à fêmea colocar os ovos. “Já fazemos a pesquisa larvária, mas agora vamos medir o índice na localidade onde a ovitrampa estiver, para mostrar, precisamente, a quantidade de focos”, comentou. A Secretaria de Estado de Saúde pretende iniciar o trabalho em 135 cidades. Na região, além de Itaúna, o programa atenderá Bom Despacho, Divinópolis, Santo Antônio do Monte, Formiga, Itaúna, Pará de Minas, Campo Belo e Santo Antônio do Amparo. As ovitrampas são consideradas mais uma importante para a prevenção às doenças provocadas pelo inseto, já que junto do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti – Liraa – contribuirão para o combate ao vetor. 

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas -, mantido por meio de programa do governo federal, oferece atendimento continuado às famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, como violência física, psicológica, sexual, cumprimento de medidas socioeducativas, entre outros problemas. A iniciativa é uma importante ferramenta de transformação da sociedade, já que trabalha a construção de um espaço de escuta qualificada e fortalece vínculos familiares e comunitários, de modo articulado com a rede de serviços, órgãos de defesa de direitos e das demais políticas públicas.

Em Itaúna, atualmente o Creas funciona na avenida Getúlio Vargas, em um imóvel alugado, que custa aos cofres públicos municipais R$ 4 mil por mês. Contudo, em 2016 o Município conseguiu recursos para a edificação de uma sede própria, possibilitando economia e mais comodidade aos usuários.

As obras do Creas Itaúna foram iniciadas há poucos dias, na Praça Antônio Italiano, no bairro de Lourdes. Porém, a falta de informação, de acordo com o secretário municipal de Assistência Social, Élvio Marques, gerou algumas preocupações infundadas entre os moradores da região. Em entrevista ao JORNAL S’PASSO, o gestor disse que a população não tem motivos para ficar receosa, pelo contrário.

“O que está gerando polêmica, em primeiro lugar é a desinformação. As pessoas não sabem o que é o Creas. Vou fazer aqui um paralelo entre a Saúde e a Assistência Social para explicar como funciona. Quando a pessoa tem uma dor de cabeça, um desmaio ou mal-estar, por exemplo, geralmente ela procura um posto. Na Assistência Social, quando a pessoa tem um conflito com os parentes, um problema ou dependência de drogas ela procura o Cras, Centro de Referência de Assistência Social. Nós temos em Itaúna duas unidades do Cras e uma terceira praticamente pronta, no Centro. São atendidos casos como de uma mulher abandonada, um idoso maltratado, uma criança ou adolescente viciado em entorpecente e que está sem controle. Aí é o Creas, ou seja, é o Centro de Referência Especializado da Assistência Social que é acionado. O Creas não é uma unidade de internação. É o lugar de consulta e orientação, com psicólogos, assistentes sociais e advogados. As medidas socioeducativas são feitas lá”, destacou.

Segundo o secretário, outra questão que gerou polêmica foi o local para construção do imóvel. Ele informou que quem definiu a localização foi o governo federal e ressaltou que a edificação não interfere na utilização da praça pela comunidade.

“A praça tem três divisões e foi escolhida porque tem uma boa acessibilidade, facilitando o acesso dos portadores de deficiências que frequentam o Creas e também dos idosos. Além disso, foi levada em conta a proximidade com o Centro. Isso tudo fez com que fosse escolhida aquela localidade, na parte baixa da praça, onde não existia nada. Inclusive, usuários de drogas estavam escondendo materiais lá, nós temos provas disso. Ali hoje não tem sequer iluminação. Eu penso que com o passar do tempo, com a instalação do Creas, o espaço será revitalizado, foi um compromisso que o prefeito fez publicamente. Será construído um campinho de futebol ao lado. O Creas tem um vigia, que vai cuidar da segurança não só da unidade, mas de toda a praça. O comércio será melhorado, serão vários profissionais consumindo. A população só tem a ganhar!”, declarou.

Todo o projeto de construção do Creas é estipulado pelo governo federal, desde a cor até o tamanho, e o início repentino da obra se deve à chegada do período eleitoral.

“Eu até quero pedir desculpas à população, em nome da Prefeitura. Nós deveríamos ter feito um esclarecimento sobre o que é o Creas. Isso é uma verba de 2016, do governo anterior, vinda do deputado federal Eduardo Barbosa. Se nós não tivéssemos começado rapidamente, iríamos perder esse dinheiro. Não podíamos perder R$ 400 mil. Ontem [quarta-feira, 20,] eu estive na paróquia do bairro de Lourdes, com o padre Rodrigo. Nós faremos reuniões com a comunidade, no sentido de explicar as questões relativas ao Creas, a importância e o bem que ele irá gerar”, expôs.  

A partir de 1º de agosto, o Legislativo de Itaúna contará com um novo regimento interno. A reformulação, proposta pela atual mesa diretora, a partir de estudos coordenados pelo procurador-geral da Casa, Helimar Parreiras, foi colocada em votação nesta semana e aprovada. A mudança é justificada pelo fato de o conjunto de regras para o funcionamento da Câmara, em vigor desde 1992, não atender mais às necessidades locais e conter ainda diversos dispositivos inaplicáveis.

Em conversa com a reportagem na tarde desta sexta-feira, 22, o advogado Helimar Parreiras, que responde pelo departamento jurídico do Legislativo desde o início de 2017, destacou alguns pontos importantes garantidos com a medida. Um deles, a ampliação da atuação individual dos parlamentares, abrindo possibilidade para requerimentos que até então só podem ser apresentados por líderes, autores ou relatores.

O novo regimento interno também dá maior autonomia ao plenário em relação à pauta e agendamento das sessões, por exemplo. Além disso, os expedientes de curta duração, que viabilizavam aos vereadores um ou dois minutos de palavra, serão substituídos pelas comunicações parlamentares iniciais e finais, com cinco minutos para casa. O tempo restante da reunião será dividido entre todos os interessados em se pronunciar. Outra alteração de destaque desburocratiza a formalização de vários requerimentos que precisavam de apresentação por escrito e poderão ser feitos de forma oral, em plenário e votados imediatamente.

Também ficarão extintos das sessões plenárias os momentos solenes, como execução do Hino de Itaúna e a obrigatoriedade da reza do Pai Nosso, inconstitucional, tendo em vista que o Estado é laico. “Além disso busquei excluir situações de interpretação dúbia. Assim, diminuímos de 300 para 190 artigos, já que havia muitos casos em que um contradizia o outro”, explicou Helimar Parreiras.

A Câmara aprovou na terça-feira, 19, projeto de lei que torna obrigatória a divulgação dos medicamentos oferecidos aos usuários da rede pública. A matéria prevê a afixação de listagem com os nomes dos remédios em locais como a sede da Secretaria de Saúde, postos, Hospital Manoel Gonçalves e na própria unidade de Farmácia Básica, onde é feita a dispensação. Também serão obrigatórias as informações sobre os horários de retirada e os documentos necessários.

Conforme o texto original, a lista deverá constar o princípio ativo de cada produto e ser atualizada mensalmente ou sempre que acabar o estoque de determinado item. E, em caso de falta, a determinação é de que a Prefeitura faça publicação no site oficial e disponibiliza ainda a data de nova aquisição. A iniciativa depende agora de sanção do Executivo. 

Um dos assuntos mais polêmicos debatidos na Câmara, nos últimos dias, voltou à pauta durante a reunião ordinária de terça-feira, 19. Na sessão, foi anunciado o arquivamento do decreto legislativo de autoria de Joel Márcio Arruda, que pretendia suspender o reajuste da tarifa do transporte coletivo em Itaúna. A medida, adotada mediante pareceres que apontaram inconstitucionalidade na matéria, causou polêmica e muita revolta entre os usuários de ônibus, que aguardavam com expectativa a atitude da Casa para redução da passagem.

A iniciativa de Joel visava a retomada do valor cobrado antes da majoração, de R$ 3,40, até a análise das planilhas de custos da concessionária por comissão especial formada por ele e mais dois vereadores. O aumento passou a vigorar zero hora de 20 de maio, elevando o preço para R$ 3,75, no caso de pagamento em dinheiro, e R$ 3,65, para os usuários do bilhete eletrônico. A alegação a respeito do decreto legislativo arquivado foi de equívoco em relação ao rito processual, já que o parlamentar apresentou a proposta antes da conclusão dos estudos, que devem ser embasados nos documentos fornecidos pela Prefeitura e a empresa responsável pelo serviço na cidade.

Na semana passada, vários membros da Câmara se manifestaram favoráveis à diminuição da tarifa. E, entre as sugestões foi de que seja realizada, paralelamente ao trabalho da comissão, que está em andamento, uma audiência pública para que a população possa opinar sobre o assunto. 

Após muita polêmica e mal- -estar entre os funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae -, em torno do prêmio de produtividade concedido aos detentores de apenas três cargos, a autarquia finalizou um projeto que prevê o benefício para os ocupantes de todas as funções. O problema teve início em 2007, quando foi criada uma lei contemplando os fiscais, com um bônus de 40% em cima do salário base.

A revolta entre os servidores aumentou em 2014: a diretoria da época incluiu na bonificação os leituristas e oficiais práticos. Os demais funcionários não acharam justo somente os encarregados receberem a gratificação, tendo em vista que o trabalho para cumprir as metas é feito em equipe. Sob a orientação de um advogado, um deles procurou o Ministério Público e denunciou o caso.

Em 2017, ao assumir o cargo, o atual diretor-geral da autarquia, Samuel Nunes, criou uma comissão para solucionar o problema, mantendo o equilíbrio na folha de pagamento. Contudo, ao perceber a complexidade da situação, os membros acabaram pedindo para sair.

Os pagamentos das bonificações começaram a ser feitos de forma irregular. Com base nisso, o Ministério Público solicitou a regulamentação ou corte do prêmio por produção, sendo adotada a segunda alternativa. De acordo com o Saae, a decisão teve o objetivo de não ferir o princípio de isonomia. Além disso, a instituição não conseguiria arcar com os valores que estavam sendo pagos, caso o benefício fosse estendido a todos os servidores naquele momento.

Após uma publicação do JORNAL S’PASSO, a questão passou a ser discutida também na Câmara Municipal. Na Casa, o vereador Joel Arruda tem defendido a manutenção do prêmio por produtividade, ao invés do cancelamento.

Depois de muitas reclamações, a autarquia realizou um novo estudo e concluiu um projeto que garante a gratificação aos trabalhadores lotados em quaisquer funções. Porém, para viabilizar o ato, ficou estabelecido o índice de 20% sobre o salário inicial do ocupante de cada função. O Saae também definiu normas para que, além do funcionalismo, a iniciativa beneficie diretamente a população. De acordo com o texto, que será enviado ao Legislativo na próxima semana, o servidor só terá direito caso realmente cumpra todas as metas, diferente do que era feito antes, quando os colaboradores recebiam o prêmio sem avaliações. A perspectiva do Saae é de, com isso, melhorar a qualidade do atendimento à comunidade.

“Para fazer esses ajustes, nós reduzimos 34% das horas extras. Com essa produtividade, acreditamos na otimização dos serviços prestados e no equilíbrio dessas situações. E o trabalho desenvolvido será aferido com objetividade. Se tiver produção, garante a bonificação, se não, fica sem”, explicou Samuel Nunes.

Ainda de acordo com o diretor-geral, foi elaborado um sistema interno de protocolo, no qual todo o serviço terá, daqui um tempo, um prazo de execução e não poderá haver o retrabalho ou ocorrências oriundas do mesmo.

“No caso de um carro que caia numa vala, por exemplo, porque ela não foi tampada devidamente, será amortizado da produtividade. Com essa metodologia vamos trabalhar melhores conceitos de prazos e executar um trabalho de governança coorporativa. Embora nós já tenhamos profissionais muito bons, a meta de produtividade é para que todos conquistem o mesmo desempenho”, concluiu Samuel.

No domingo, 19, o ciclista Gustavo Ralf foi medalha de bronze na segunda etapa da Maratona Internacional Estrada Real de Mountain Bike, na cidade de Mariana. A prova reuniu 1200 atletas, em um trajeto extremamente pesado, de acordo com o itaunense.

“Logo no começo minha corrente caiu e a partir daí fui fazendo uma corrida de recuperação, entre o mar de morros de Minas Gerais, uma verdadeira montanha russa, sobe e desce sem fim. Já com a posição definida, subi a Serra do Castelinho por 30 minutos, o que esgotou toda minha energia. Depois disso, começava um downhill animal, de dois quilômetros, muito técnico, divertido e perigoso. Finalizei muito feliz com meu resultado”, comentou o jovem. Ele garantiu a terceira posição na categoria Expert (17 a 22) e o 20º lugar geral do trajeto reduzido, que contava com 427 competidores. 

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