Quinta, 26 Abril 2018

 

O corpo de uma mulher foi encontrado boiando, já em estado de decomposição, na tarde de domingo, 25, em trecho de ribeirão que passa pela rua Delmira Gonçalves, no bairro Garcias. Acionados, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros retiraram o cadáver do córrego.

Até o fechamento desta edição, a vítima, que estava sem roupas, presa a galhos de árvores, não havia sido identificada. A perícia técnica também não constatou o motivo da morte, devido à situação em que ela foi localizada. O caso continua sob a apuração da Polícia Civil. 

 

 

Itaúna será uma das cinco cidades mineiras a participar, pelo segundo ano, do “Revelando o Patrimônio”. A iniciativa integra o projeto Conexão Comunidade, desenvolvido pela VLI, empresa que oferece soluções logísticas para grupos como a Ferrovia Centro-Atlântica – FCA -, presente na cidade. A proposta é incentivar a ampliação dos conhecimentos sobre a história e a preservação da memória do Município.

Na primeira etapa, prevista ainda para este semestre, os profissionais da Educação são capacitados para as abordagens do tema nas salas de aulas. Depois, os professores criam projetos junto aos alunos, a partir de pesquisas, que podem contemplar um imóvel antigo ou festas típicas, por exemplo. Por fim, é organizada uma mostra para apresentação dos trabalhos a toda a comunidade.

“Trata-se de uma iniciativa muito interessante e importante, pois, estimula as crianças e adolescentes a descobrirem a cidade, os fatos históricos e os prédios que fazem parte de todo esse contexto. E conhecer é o primeiro passo para valorizar e contribuir para a manutenção dos bens materiais e imateriais”, comenta a secretá- ria municipal de Educação e Cultura, Alessandra Nogueira Santos Araújo.

O projeto Revelando o Patrimônio chegou a Itaúna em agosto de 2017, por meio da parceria da Secretaria de Educação e Cultura com a VLI. No mês de novembro, alunos e professores das escolas municipais Dona Dorica e Professora Celuta das Neves apresentaram os trabalhos desenvolvidos em exposição, na Praça Doutor Augusto Gonçalves. Os estudantes das duas instituições de ensino abordaram, respectivamente, as atividades desenvolvidas na oficina de padaria e as pesquisas sobre o Candombe, que representa a face feminina do Reinado de Itaúna.

 

O aumento do número de suicídios registrados em Itaúna, nos últimos anos, acendeu o alerta para a necessidade de ampliação dos estudos e medidas acerca desse fenômeno. Com notícias de novos casos, o assunto foi transformado na pauta da semana, principalmente em páginas na internet, como o Facebook e aplicativos de celular, com muita exposição e poucos argumentos embasados cientificamente.

Em meio ao burburinho, causado, principalmente pela falta de informações, o Serviço Municipal de Saúde Mental anunciou já criou um Grupo de Trabalho de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio, em atuação desde 2017, em conformidade com as especificações técnicas da Organização Mundial da Saúde – OMS – e o protocolo do governo federal, com apoio de professores e doutores, além de lideranças sociais.

O projeto foi lançado em fevereiro do ano passado. No primeiro mês, o encontro reuniu profissionais e técnicos da Saúde Mental para buscar respostas que já estruturam as estratégias de abordagem e tratamento em rede, de acordo com a diretora do setor, Cristiane Santos Souza Nogueira. “Esses indicadores são essenciais para a continuidade das atividades que, já na segunda fase, envolve a participação de mais segmentos da sociedade”, explica a psicóloga.

Com o objetivo de ampliar as ações e reforçar o acolhimento, a sensibilização abrangeu profissionais da rede de atenção básica, entre eles agentes de saúde e enfermeiros, e equipes do Pronto Socorro e do Hospital Manoel Gonçalves. A capacitação para as equipes da Saúde Mental também está sendo realizada de maneira contínua.

“Toda essa mobilização está permitindo ao Município de Itaúna estruturar o Plano de Crise, com ações para abordagem e manejo do tema. Para isso, a Secretaria de Saúde conseguiu a supervisão técnica, sem custos para a Prefeitura, da professora e doutora da Universidade Federal de São João Del Rey, Nadja Botti”, adianta Cristiane Santos Souza Nogueira.

Segundo a profissional, o planejamento já contém o norte das abordagens e as principais metas que já estão elencadas para serem desenvolvidas ao longo de 2018.

“Um cuidado que a rede de Saúde Mental tem, ao reconhecer a importância e a complexidade desse tema, é não fazer nenhum tipo de abordagem que seja emergencista ou que gere alarde. Precisamos sim, falar sobre o suicídio. Precisamos sim, valorizar a vida. Mas, existem formas adequadas de se abordar a questão. Enquanto profissionais, temos tentado ser bastante cautelosos, trabalhando o tema primeiramente no ambiente interno, com as equipes e seus profissionais, antes de divulgar qualquer dado ou qualquer ação. Isso é essencial para preservar as pessoas que estão enfrentando ou vivenciando esse problema”, completa.

Atendimentos

As pessoas com sofrimento mental podem buscar ajuda em qualquer unidade de saúde, no Pronto Atendimento do Hospital Manoel Gonçalves e nas duas unidades do Centro de Atenção

Psicossocial – Caps: Centro de Atenção Psicossocial II – CAPS II – Rua Margarida, nº 369, Bairro São Geraldo Telefone: 3243-6328.

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS AD – Av. Jove Soares, nº 213, bairro das Graças

 

As ruas da Várzea da Olaria estão repletas de buracos. Um dos que mais chama atenção é no traffic calming, a travessia elevada de pedestres, em frente à Escola Estadual Manoel da Costa Rezende. Uma verdadeira cratera se abriu na descida da elevação, fazendo com que os veículos acabem tocando o chão, principalmente os de grande porte, como ônibus e caminhões.

 

Proprietários de lotes na cidade tiveram até o dia 05 de janeiro deste ano para cercar os terrenos e fazer o passeio. Moradores da região visitada pelo S’PASSO BAIRRO A BAIRRO nesta semana questionaram a situação de alguns imóveis, segundo eles, pertencentes a pessoas de alto poder aquisitivo, que estão em desconformidade com o que estabelece a lei municipal, que passou a vigorar em 2017.

Algumas pessoas alegaram que foram notificadas a cumprirem as novas exigências para não serem multados e obedeceram às determinações. Agora, elas cobram a punição para quem ainda não acatou a norma.

O JORNAL S’PASSO flagrou um cavalo aparentemente doente, circulando livremente pela rua Pedro de Queiroz, na Várzea da Olaria. O animal, encontrado em frente ao ponto de ônibus, onde há grande movimentação de pessoas, estava ferido nas patas e tomado por moscas.

O cavalo mal conseguia manter os olhos abertos. Apesar dessa situação, ele tinha ferraduras, o que sugere que possui dono. A reportagem procurou o Centro de Zoonoses, sendo informada que o setor só retira das ruas os bichos mortos.

Ainda no departamento, a orientação foi de que em casos como esse, a Polícia Militar Ambiental deve ser acionada. O JORNAL S´PASSO entrou em contato com a instituição, mas, não havia nenhum membro do efetivo na unidade, devido a atendimentos em outros municípios. De acordo com a lei federal, maltratar animais de qualquer espécie é considerado crime, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

 

Os problemas com o mato alto têm sido recorrentes em todas as regiões visitadas pela reportagem, para o S’PASSO BAIRRO A BAIRRO. Na Várzea da Olaria, Piaguassu e Vitória, esta semana, não foi diferente. A primeira reivindicação das três comunidades, apontada como prioridade, é a limpeza das ruas. Na Várzea, até a passarela de acesso ao Leonane, sobre a linha do trem, está sendo tomado pelo matagal. No Piaguassu, a população tem que lidar com a invasão de animais peçonhentos às residências. “Estamos muito esquecidos. Eu peço capina, calçamento e nada é feito. Já entreguei ofício na Prefeitura, fui ao Canteiro de Obras e até agora nada.

No Piaguassu tem cobras e aranhas, enormes, entrando nas casas das pessoas”, relatou o presidente da Associação Comunitária, André da Silva Rezende.

Em resposta às reclamações em todas as regiões, a Prefeitura iniciou no dia 26 de fevereiro, a Operação Cidade Limpa. O mutirão passou primeiro pelo Jadir Marinho, Centenário e Santa Mônica. Na última semana, as ações foram concentradas na regional do Morada Nova, que abrange o São Geraldo e Residencial, Aeroporto, Vila Washington, Santa Edwiges, Três Marias e Cidade Nova. De acordo com a administração, as equipes realizam limpeza, capina, operação tapa-buracos, sinalização viária, substituição de lâmpadas queimadas por novas, além de manutenção nos bueiros e recolhimento de móveis e inservíveis. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e executada em parceria com a Regulação Urbana e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Infraestrutura para apurar como está a Operação Cidade Limpa e a previsão sobre a chegada dos serviços ao Piaguassu, Várzea da Olaria e Vitória. Conforme informações do setor, os funcionários estão finalizando o trabalho na região do Santa Edwiges, posteriormente atenderão as demandas do Morro do Sol e Padre Eustáquio, seguindo para a Várzea e Piaguassu. Nas regionais com bairros maiores, o mutirão tem demorado cerca de duas semanas. Logo, deve chegar ao Piaguassu e a Várzea da Olaria na segunda quinzena de abril.

 

 

Há anos, moradores do Piaguassu lutam por melhorias, principalmente nas áreas de segurança e infraestrutura. Após muitas manifestações, a comunidade conseguiu uma linha do transporte coletivo e também a inclusão do bairro na rota dos Correios, além de, finalmente, o início das obras de instalação da passarela entre o Piaguassu e Várzea da Olaria, sobre a rodovia MG-050.

Agora, a Associação Comunitária está empenhada na busca por obras de infraestrutura, fundamentais para o bem estar e segurança da população. Contudo, o presidente da entidade, André da Silva Rezende, afirmou que enfrenta dificuldades.

“Conversei com a atual administração e até agora não houve retorno. Eu sou muito cobrado! As pessoas me questionam, dizem que sou a liderança, mas não consigo nada. Mas, estou tentando. Solicitamos sinalização, placas de rua, que estão apagadas, e a construção da pracinha, que é um projeto antigo. Nenhuma demanda foi atendida”, contou.

Segundo André, o bairro não possui nenhum espaço de lazer. Ele ressalta que a praça atenderia essa demanda e seria um bom espaço de convivência. Como a Associação Comunitária não possui uma sede, os moradores do Piaguassu precisam pedir salões de outros bairros emprestados, como o do Jadir Marinho e da Várzea da Olaria.

 “A ideia era construir a nossa pracinha no triangulo próximo ao reservatório do Serviço Autônomo de Água e Esgoto. Na gestão passada, esse local até recebeu limpeza, com esse objetivo, mas o projeto não foi adiante. Precisamos de um lugar para barraquinhas ou até mesmo nossas reuniões”, comentou.

Acesso perigoso

A entrada para o Piaguassu é outro problema que aflige a população. É muito usada uma rota improvisada pela rodovia MG-050, porém, o trecho oferece risco aos motoristas que passam pelo local: existe um “ponto cego”, no acesso ao bairro e não há sinalização. “A outra via está em péssimas condições”, reclamam moradores.

“A situação está caótica. Há muitos buracos e várias pessoas já foram roubadas à noite. O ex-prefeito Osmando chegou a apresentar um projeto, com uma via próxima ao reservatório do Saae, como solução. Voltei à Secretaria de Infraestrutura e o rapaz que está responsável pela parte de abertura de ruas disse que isso não existe”, disse André da Silva Rezende.

Ainda segundo o presidente da Associação Comunitária, uma das manifestações feitas na rodovia foi justamente por causa dessa questão.

“Infelizmente no Brasil as coisas só funcionam assim! Tem que chamar a atenção! Eu sei que o caminhoneiro ou quem passa pela estrada não tem nada a ver, só que a gente tinha que fazer alguma coisa. O pessoal passa lá a 170 Km/h. A concessionária mexeu e acabou com o nosso acesso. Inclusive, quando estávamos na luta para conseguir essa passarela, a empresa prometeu mandar o engenheiro para verificar e normalizar a situação. Mas, nada foi feito”, relatou o presidente da associação

 

 

A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social inscreve, até quinta-feira, 05, os interessados em concorrer ao Prêmio Empresa Inclusiva, criado com a intenção de identificar e valorizar as iniciativas voltadas à inclusão das pessoas com deficiências nos mercado de trabalho. O objetivo é também mapear e divulgar as boas práticas, estimulando melhorias no processo de administração, implementação dos sistemas para cumprimento das cotas e monitoramento. Por isso, ao se cadastrarem, os candidatos possibilitarão a constituição de um banco de dados, cujas informações serão disseminadas e veiculadas.

A premiação é dividida em três categorias: empreendedor individual com deficiência; pequenas e médias empresas, para aquelas que possuam até 99 funcionários; e grandes, destinada às que tem mais de 100 colaboradores. Os inscritos passarão por avaliação de comissão julgadora, que observará a existência e o alcance das políticas executadas, a partir da gestão estratégica e de recursos humanos, estrutura de carreira e acessibilidade.

Ao final, serão escolhidas cinco práticas, projetos e políticas de inclusão de cada uma das modalidades e as três melhores classificadas receberão certificação, comprovando a contribuição para inclusão da pessoa com deficiência e para o desenvolvimento social. Organizações localizadas em cidades do Colar Metropolitano, caso de Itaúna, podem participar. Basta encaminhar correspondência, informando o interesse, para o endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.. gov.br. O formulário está disponível em social.mg.gov.br.

 

 

Itaúna foi contemplada com recursos da ordem de R$ 600 mil, incluídos no Orçamento da União, para investimentos pelo Município na área de Saúde. O montante, proveniente de emendas parlamentares, está garantido, e a perspectiva é de que seja liberado até o fim do primeiro semestre de 2018. A administração já definiu os setores em que aplicará o dinheiro, sendo metade do valor destinada à Atenção Básica e os outros 50% aos procedimentos de média e alta complexidade.

O secretário municipal de Saúde, Fernando Meira de Faria, explica que parte da verba reforçará o caixa da Prefeitura, permitindo melhorias na estrutura dos postos, como reformas e aquisição de equipamentos e materiais. E, ainda de acordo com o gestor, R$ 300 mil vão para as cirurgias eletivas, exames e outras intervenções realizadas com a contrapartida do Município.

 

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