Quinta, 26 Abril 2018

Está preso desde a madrugada desta sexta-feira, 23, Wyslan Vinicius Teixeira Barbosa, de 26 anos, que integrava a lista dos criminosos mais procurados do estado. Ele foi capturado pelos agentes das forças de segurança pública de Minas Gerais, na vizinha cidade de Nova Serrana. Mais conhecido como “Barriga”, Wyslan tinha mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio qualificado, roubo tentado, além de estar envolvido em uma ocorrência de explosões de caixas eletrônicos, em fevereiro deste ano, em Mato Verde, na região Norte.

A Polícia Militar de Nova Serrana disse que havia contra o rapaz uma ordem judicial de recaptura, relacionada a uma regressão de pena da Penitenciária Regional de Formiga. Wyslan é o segundo bandido da lista “Procura-se” detido e entregue ao sistema prisional. Em dezembro, Carlos Leandro de Faria, de 21 anos, foi preso em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O criminoso, condenado por assassinato, ocupava um veículo clonado, junto com outros dois indivíduos, também detidos.

A listagem do programa é formada pelos elementos mais perigosos de Minas Gerais, apontados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública – SESP, polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Administração Prisional - Seap.

A produção levou em conta a prática de crimes graves, como homicídio, roubo, tráfico e explosões de caixas eletrônicos. As buscas aos envolvidos em ataques às instituições financeiras são prioridade nesta etapa.

 

Denúncias

 

De acordo com a Seap, informações sobre o paradeiro dos criminosos podem ser registradas pelo telefone do Disque Denúncia, 181. O denunciante permanece no anonimato.

 

A Polícia Civil realizou na tarde do último dia 16, a reconstituição do homicídio de Selma Leonardo Pinheiros, de 51 anos, cometido em 2017, no bairro Murilo Gonçalves. A ação começou pela casa da vítima, onde ela foi encontrada, na madrugada de 22 de junho, com diversos ferimentos pelo corpo.

“A Selma foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, durante a madrugada, apresentando um profundo corte na garganta e um traumatismo craniano. Ela veio a falecer dois dias depois. A gente instaurou inquérito de homicídio para apurar a autoria dos fatos e desde então, trabalhamos com a suspeita em cima do filho dela, o Tiago”, disse o delegado Diego Lopes, que está à frente dos trabalhos.

Tiago Leonardo Pinheiro, 23, teve a prisão decretada há cerca de 20 dias. O acusado refez, com a Polícia Civil, todo o trajeto da noite do crime. Entre os pontos em que ele passou está uma loja de conveniência, num posto de combustíveis na avenida Jove Soares. Tiago nega envolvimento com o caso e afirma que a mãe foi atacada quando ele saiu para comprar cigarros.

“As provas e tudo mais que tinha dentro do inquérito amadureceram. Conseguimos outros depoimentos, outras imagens, e com a prisão do rapaz, a investigação fluiu mais rápido. Testemunhas que não queriam, acabaram por aparecer, de modo que a gente entende que a  caminhamos para o final”, declarou Diego.

 

O vereador Gleison Fernandes de Faria, o Gleisinho, anunciou esta semana que Itaúna receberá verba para pavimentação asfáltica nas ruas rio Negro e Caetés, no bairro Piedade. De acordo com o parlamentar, os recursos são provenientes de emenda do deputado federal Eduardo Barbosa. “Graças ao pedido feito por mim, ele destinou R$ 260 mil para asfaltamento das vias”, comemorou Gleisinho. 

 

O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL - de Itaúna promoveu nesta terça-feira, 20, uma manifestação em homenagem à vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, executados a tiros no Rio de Janeiro no último dia 14.  A mobilização foi realizada no coreto da Praça Doutor Augusto Gonçalves e teve o microfone aberto para os interessados em falar a respeito da violência vivenciada em todo o país. O ato reuniu pessoas de todas as idades, com diferentes ideologias, que expuseram pontos de vista sobre as políticas públicas do Brasil. 

 

A Fundação João Pinheiro abriu inscrições para quatro cursos gratuitos a distância nas áreas de formação de professores e tutores, gênero e políticas públicas para as mulheres e história oral. As capacitações têm duração entre 30 e 40 horas e são destinadas a educadores, gestores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais interessados nos temas.

As vagas, limitadas, serão ocupadas por ordem do cadastramento, em www.eg.fjp.mg.gov.br/index.php/inscricoes-ead. O candidato receberá correspondência com a confirmação da matrícula e orientações para acesso ao ambiente virtual de aprendizagem da instituição. Para outras informações estão disponíveis o endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e o telefone (31) 3448-9635.

 

Foi comemorado na quarta-feira, 21, o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Apae  - é referência no trabalho com pessoas que nascem com Down. A instituição sensibiliza os pais a aprenderem a desviar o olhar e focar no desenvolvimento do filho, promovendo o fortalecimento dele.

De acordo com a gerente de saúde do Instituto Santa Mônica, a Apae de Itaúna, a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo. “Quando digo síndrome e deficiência, é porque a Síndrome de Down é uma alteração genética que sempre vem acompanhada da deficiência intelectual, nos mais diversos níveis de intensidade, podendo também gerar outros comprometimentos cognitivos e físicos”, explicou Kariny da Conceição Campos Alves.

A profissional conta que durante o acolhimento na Apae, os pais se encontram aflitos e perdidos com o “novo”. Neste momento, é contado em detalhes por eles todo o processo que vai desde a gravidez até o nascimento. “Costumo após a escuta fazer a seguinte pergunta: ‘Qual é a cor dos olhos de seu filho?’. O silêncio toma conta da sala e é neste momento que eles entendem que além da síndrome, há um indivíduo que almeja tudo que qualquer outra criança almeja, o aconchego dos pais e familiares, o amor, os ensinamentos e muito mais”, relatou a gerente de saúde.

As potencialidades das pessoas com Down, que são inúmeras, e as limitações são conhecidas no dia a dia. Elas são adequadas para que haja a inclusão em todos os meios de vivência como, por exemplo, a escola, lazer, esporte, saúde e trabalho. “A verdade é que a deficiência em lidar com as diferenças é nossa e não da pessoa que possui a síndrome e outras deficiências”, ressalta Kariny.

 

"... a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo"

 

Amor e superação

 

“Quando a Lara nasceu e o médico disse que ela tinha a Síndrome de Down foi um choque, pois no ultrassom não havia mostrado nada. Procuramos outros profissionais, que não confirmaram, até que, para ter a certeza, foi feito um exame chamado Cariótipo, específico para o diagnóstico. Aí veio a confirmação. Nesta época ela já tinha quase dois meses de vida, mas já frequentava a Apae desde os  15 dias. Quando descobrimos, ficamos assustados porque nunca havíamos convivido com uma criança especial, mas logo tudo passou e nos adaptamos a ela, e ela a nós. Hoje, Lara tem cinco anos e já estuda em uma escola normal. Faz tudo que uma criança normal faz, manteve os atendimentos na Apae, entre outras atividades como fisioterapia, equoterapia e fonoaudiologia. Não tivemos problemas com o desenvolvimento, pelo contrário, é bem avançado. Ela começou a andar com nove meses, a falar com pouco mais de um ano”.

 

 

Simone Souza, madrinha de Lara.

 

Foi comemorado na quarta-feira, 21, o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Apae  - é referência no trabalho com pessoas que nascem com Down. A instituição sensibiliza os pais a aprenderem a desviar o olhar e focar no desenvolvimento do filho, promovendo o fortalecimento dele.

De acordo com a gerente de saúde do Instituto Santa Mônica, a Apae de Itaúna, a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo. “Quando digo síndrome e deficiência, é porque a Síndrome de Down é uma alteração genética que sempre vem acompanhada da deficiência intelectual, nos mais diversos níveis de intensidade, podendo também gerar outros comprometimentos cognitivos e físicos”, explicou Kariny da Conceição Campos Alves.

A profissional conta que durante o acolhimento na Apae, os pais se encontram aflitos e perdidos com o “novo”. Neste momento, é contado em detalhes por eles todo o processo que vai desde a gravidez até o nascimento. “Costumo após a escuta fazer a seguinte pergunta: ‘Qual é a cor dos olhos de seu filho?’. O silêncio toma conta da sala e é neste momento que eles entendem que além da síndrome, há um indivíduo que almeja tudo que qualquer outra criança almeja, o aconchego dos pais e familiares, o amor, os ensinamentos e muito mais”, relatou a gerente de saúde.

As potencialidades das pessoas com Down, que são inúmeras, e as limitações são conhecidas no dia a dia. Elas são adequadas para que haja a inclusão em todos os meios de vivência como, por exemplo, a escola, lazer, esporte, saúde e trabalho. “A verdade é que a deficiência em lidar com as diferenças é nossa e não da pessoa que possui a síndrome e outras deficiências”, ressalta Kariny.

 

Nesta quarta-feira, 21, foi celebrado em todo o mundo o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Apesar de Itaúna possuir grande influência da cultura africana, como a festa do Reinado, que conta com várias guardas atuantes, a Folia de Reis, o Hip-Hop e o movimentos de capoeira, ainda é pouco discutida na cidade a realidade dos afrodescendentes e a falta de oportunidades para esse público.

Negros e brancos, defensores do combate ao racismo se articularam e criaram uma mobilização para trabalhar o respeito e a inclusão de todos na sociedade. Em conversa com o JORNAL S’PASSO, uma das líderes da iniciativa, Edênia Ribeiro Alcântara, disse que mesmo muito tempo depois da segregação racial, muitos ainda sofrem. “É algo antigo, mas nós vemos, principalmente no nosso município, que, infelizmente, pessoas ainda são discriminadas. Não é uma coisa explícita, é velado”, comentou.

Edênia falou também da falta de oportunidades e da exposição de crianças e adolescente a situações de risco por causa disso. “Sou moradora de um bairro considerado periférico, onde a gente vê que a maioria da população é composta por negros, inseridos num contexto social de alta vulnerabilidade. São pessoas geralmente sem estudo. Ali, os jovens estão expostos às drogas e à criminalidade. E o que é feito pelo poder público para sanar esse problema? Esse é um questionamento, que nós do Movimento Negro sempre levantamos”, disse.

Segundo Edênia, a militância em Itaúna acaba limitada, por falta de apoio. “O Movimento Negro geralmente se articula mais na semana da Consciência Negra, que é em novembro. Fora isso, temos alguns encontros, algumas conversas. Por falta de incentivo, de suporte, nossas ações ficam meio limitadas”, relatou.

 

Mobilização intensificada

 

Para o delegado Jorge Antônio Pereira de Mello, militante da causa desde 1978, é fundamental que as pessoas estejam unidas na erradicação da discriminação racial e também de outros gêneros, além de buscarem direitos iguais.

“Já apurei crimes dessa natureza [discriminação] em outros lugares e até que aqui em Itaúna a incidência é bem menor. Já nos deparamos com casos, mas num nível bem menor. Começamos a organizar esse público na cidade para irem de encontro com as propostas da Unegro, que é a União de Negras e Negros pela Igualdade. Eu já faço parte há muito tempo. Agora, nós estamos discutindo os projetos e vamos criar uma unidade da organização em Itaúna. A Unegro vai movimentar o debate sobre a questão.Também estamos participando com outros segmentos da sociedade nesse trabalho de melhorar a sociedade como um todo. Queremos o fim da homofobia e a erradicação da violência. Quem passou o que os negros passaram ao longo da história do Brasil e ainda passa até hoje, não pode ficar parado. A mobilização visa isso, fazer com que esses absurdos sejam erradicados”, pontuou o delegado.

Jorge Mello possui vasto currículo na luta contra a discriminação racial e em outros movimentos sociais. “Em Juiz de Fora, como militante do movimento negro de lá, participei de todo o processo  da Constituinte. Inclusive, nós conseguimos coletar várias assinaturas para as emendas que tornaram racismo crime. Havia a ideia de que no Brasil não tinha racismo, de que havia a democracia racial plena e isso nos incomodava bastante. Existe um racismo que não é só individual, de pessoa para pessoa, mas do Estado, que contribui para certa segregação, em relação às oportunidades. O que nós pretendemos é alcançar igualdade e oportunidade. Que as autoridades, desde o presidente da República até a mais simples pessoa, tenham direitos iguais. O que desequilibra as coisas no Brasil é isso, uns podem, outros não. Uns são presos, outros nem de longe passam na cadeia”, salientou.

 

Semana da Consciência Negra

 

Em 2014, o ex-vereador Leonardo Rosenburg, o “Léo Bala”, conseguiu aprovar a criação da Semana da Consciência Negra em Itaúna. A lei estabeleceu que o poder Executivo deve apoiar a organização de eventos e criar mecanismos que possibilitem a realização de atividades, junto à Câmara, com entidades da sociedade civil, visando ampliar e debater a cultura afrobrasileira e melhorar a qualidade de vida dessa população no município.

 

Vários bairros de Itaúna receberam academias ao ar livre nos últimos anos. E os equipamentos para a prática de exercícios físicos em praças e parques caiu no gosto da população. Uma das solicitações mais ouvidas pela reportagem ao percorrer as diversas regiões da cidade é referente à instalação desses aparelhos em espaços públicos. No Cidade Nova não foi diferente. Nesta semana, moradores citaram o exemplo do Morada Nova, já contemplado, e afirmaram que também cobraram o benefício.  

 

Um morador do Cidade Nova disse à reportagem que o único espaço para lazer na região é o Parque Ecológico Professora Maria Ivolina Gonçalves. E lamentou as condições do local, que fica no Três Marias, mas, segundo ele, é frequentado pela população de todos os bairros adjacentes. 

 “A lagoa precisa de cuidados, assim como os equipamentos, que estão quebrados. Não há sequer um bebedouro decente, o mato tem tomado conta. Enfim, é uma situação de abandono”, comentou Ângelo Aparecido Santos. 

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